CÂMARA

PSOL pede cassação de Zambelli após hacker implicá-la na CPI do Golpe

Deputada bolsonarista está internada em Brasília com diverculite aguda

Relator no TRE-SP vota para rejeitar cassação de Zambelli por vídeo golpista em 2022
Relator no TRE-SP vota para rejeitar cassação de Zambelli por vídeo golpista em 2022 (Foto: Lula Marques - EBC)

A bancada do PSOL acaba de protocolar no Conselho de Ética da Câmara um novo pedido de cassação de Carla Zambelli, em decorrência do depoimento do hacker Walter Delgatti Neto à CPI do Golpe. A deputada bolsonarista está internada em Brasília com diverculite aguda e, hoje à tarde, já havia sofrido um revés no STF: a maioria do tribunal formou maioria para torná-la ré por porte ilegal de armas.

Ontem, Delgatti Neto disse aos parlamentares do colegiado que Zambelli (e auxiliares) financiaram despesas dele, enquanto discutiam uma invasão às urnas eleitorais e a produção de um “código-fonte fake” que pudesse ser transformado em propaganda da campanha de Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral do país. O montante recebido por Delgatti Neto teria sido de R$ 40 mil e há indícios, conforme destaca o PSOL, de que a verba da cota parlamentar tenha sido usada com essa finalidade.

Os deputados Pastor Henrique Vieira e Érika Hilton são representantes do PSOL na CPI. Indagações deles ao hacker, no colegiado, foram incluídos no pedido relacionado à Zambelli, que é assinado pela bancada e pelo presidente do partido, Juliano Medeiros. O texto diz que a deputada “desonrou o cargo para o qual foi eleita”, uma vez que teria cometido “gravíssimas violações” à Constituição, ao Código de Ética da Câmara e ao ordenamento jurídico.

No início da semana, o PSB também apresentou uma denúncia ao Conselho de Ética referente a esse mesmo tema, pedindo a cassação de Zambelli. Há dez dias, o órgão arquivou um procedimento que analisava quebra de decoro por parte dela contra Duarte Júnior (PSB-MA): o deputado dizia ter sido ofendido por Zambelli durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública.