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Crítica: Top Gun – Maverick (2022)

Citando Galvão Bueno: HAJA CORAÇÃO!

(Foto: Paramount)

“Top Gun – Ases Indomáveis” é um filme envolvente e repleto de cenas icônicas – além de uma música maneira que dita o tom da aventura. A direção de Tony Scott para o clássico de 1986 é essencial para torná-lo um filme fervoroso e cheio de personalidade. Muitos momentos são cafonas? Sim. Mas envelheceram com aquela vibe oitentista que não prejudica o saldo final. Já este “Top Gun: Maverick”, com direção de Joseph Kosinski, é a continuação que chega 36 anos depois, mas surge no momento certo.

Mais maduro. Mais equilibrado. E melhor dosado em cada uma de suas abordagens, o filme possui um centro emocional essencial para a conexão com o público, e torna a jornada de seu protagonista, Pete ‘Maverick’ Mitchell (Tom Cruise), uma jornada de perdão, crescimento pessoal e seguir adiante. E também constrói um romance sem as cafonices românticas e habituais melosidades existentes no original, pelo contrário, o envolvimento de Maverick com Penny (Jennifer Connely) é cheio de desejo e olhares, mas também maduro e divertido de acompanhar.

No entanto, o foco do longa é o treinamento de alguns pilotos por Maverick para uma missão arriscada e quase suicida. E um dos pilotos chamados para o treinamento é Bradley ‘Rooster’ Bradchaw (Miles Teller), filho do falecido melhor amigo de Maverick, Goose, e cuja relação é pouco amistosa. Este atrito é importante para criar a conexão emocional com os personagens envolvidos, e é ela que ganhará ainda mais importância, e impacto dramático, no terceiro ato – resultando em um clímax emocionante e memorável.

E “Top Gun” não é “Top Gun” sem as cenas de voo impactantes. Posso não lembrar o nome dos aviões ou como são chamadas as acrobacias alucinantes, mas visualmente é um encanto e uma imersão extasiante. “Top Gun: Maverick” merece a tela grande e o melhor som disponível para prestigir o trabalho memorável de todos os profissionais envolvidos. E elogios para Tom Cruise por movimentar toda esta equipe, e ser um ator que se entrega de corpo e alma ao projeto. O astro é também piloto e responsável por grande parte de suas cenas no ar, e a produção ainda buscou maneiras de espalhar câmeras IMAX pelos aviões para captar cada momento da ação sem o uso de efeitos digitais. É um feito raro hoje em dia no cinema (onde a tela verde domina grande parte dos filmes) e algo digno de aplausos e reconhecimento. As cenas não são apenas belíssimas de assistir, mas elas estão integradas em uma narrativa que as torna dramaticamente importantes.

“Top Gun: Maverick” já é um dos blockbusters mais memoráveis e marcantes deste ano de 2022. Uma continuação que supera o filme original, e entrega um material carregado de nostalgia, mas com méritos próprios que o torna unicamente inesquecível. Mais do que recomendado!

Top Gun: Maverick/EUA – 2022

Dirigido por: Joseph Kosinski

Com: Tom Cruise, Miles Teller, Jon Hamm, Ed Harris, Val Kilmer, Jennifer Connely…

Sinopse: Na sequência de Top Gun: Ases Indomáveis, acompanhamos a história de Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise), um piloto à moda antiga da Marinha que coleciona muitas condecorações, medalhas de combate e grande reconhecimento pela quantidade de aviões inimigos abatidos nos últimos 30 anos. Entretanto, nada disso foi suficiente para sua carreira decolar, visto que ele deixou de ser um capitão e tornou-se um instrutor. A explicação para esse declínio é simples: Ele continua sendo o mesmo piloto rebelde de sempre, que não hesita em romper os limites e desafiar a morte. Nesta nova aventura, Maverick precisa provar que o fator humano ainda é fundamental no mundo contemporâneo das guerras tecnológicas. Após 34 anos do clássico, acompanhem o filme do premiado produtor Jerry Bruckheimer e de Joseph Kosinski, mesmo diretor de Tron: O Legado (2010) e Oblivion (2013).

Top Gun: Maverick ganha poster e novo trailer