Deputada ligada ao MST quer ocupar ilha do caso Flávio-Richarlison
"Já que Flávio Bolsonaro não quer devolver a ilha ao Richarlison, vamos ocupar esse território e dar a ele uma função social", diz Marina do MST
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A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) disse que pretende ocupar uma ilha em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. No local está o imóvel em disputa pelo atacante Richarlison e o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com a participação do advogado Willer Tomaz.
Marina fez o anúncio na quinta-feira (22) durante um ato estudantil em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a deputada, a ideia é destinar a área para um projeto de interesse público.
Entre os planos, está instalar um centro de formação para jovens de povos tradicionais da Costa Verde. A medida terá como parceira a Universidade Federal Fluminense (UFF). “Já que Flávio Bolsonaro não quer devolver a ilha ao Richarlison, vamos ocupar esse território e dar a ele uma função social”, disse.
O imóvel fica na Ilha Comprida, na Baía da Ribeira. No local, está uma mansão de luxo avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões. A casa tem 11 suítes, piscina, praia privativa, quadra de tênis, heliponto e uma cachoeira que deságua no mar.
Em 2020, uma empresa ligada ao atacante Richarlison adquiriu o imóvel, mas a posse passou, após alguns anos, devido a uma decisão judicial, para o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), o processo foi definido em favor do jurista.
Disputa pela ilha
Por um lado, Richarlison diz que adquiriu o imóvel em 2020 e indenizou os antigos ocupantes, além de realizar reformas, antes de perder a posse para uma empresa ligada a Willer. Nas redes sociais, o jogador publicou vídeos acusando Tomaz e Flávio de tomarem a propriedade de forma irregular.
“Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha”, afirmou. O advogado nega as acusações. Ele, então, apresentou documentos e desafiou o atacante a mostrar um comprovante anterior a 2022 que o vinculasse ao imóvel. Richarlison, então, publicou os papéis na quarta-feira (21).
Já a defesa de Flávio nega que ele tenha participado de qualquer negociação ou irregularidade em relação à ilha.
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