Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026
VISÃO

‘Pacheco tem respeito da direita e da esquerda’, avalia Kajuru sobre indicação ao STF

"Que o Lula corrija esse erro primário já", declarou

Por - Goiânia, GO
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'Pacheco tem respeito da direita e da esquerda', avalia Kajuru sobre indicação ao STF

Senador por Goiás, Jorge Kajuru (PSB) avalia de forma positiva a possibilidade de indicação do ex-senador Rodrigo Pacheco (PSD) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula (PT) ainda este ano. “Rodrigo Pacheco consegue ter respeito da direita e da esquerda”, afirmou o congressista.

Para Kajuru, essa indicação seria uma correção de rota. “Que o Lula corrija esse erro primário já”, declarou. Em abril, o petista indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o tribunal. O presidente do Senado teria articulado pela rejeição do AGU, fato inédito em mais de 100 anos.

A preferência de Alcolumbre era pelo ex-senador, o que gerou o afastamento entre ele e o chefe do Executivo. Com a reaproximação, a ideia de indicação de Pacheco voltou ao radar.

Inclusive, o presidente do Senado e o petista se alinharam recentemente para tentar impedir a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O resultado recente da parceria foi a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6×1, principal bandeira do chefe do Executivo na disputa à reeleição.

Conforme apurou a coluna de Mônica Bergamo, na Folha, a indicação de Pacheco faria parte das combinações entre os dois presidentes.

Vaga no TCU e estratégia eleitoral

Ainda sobre Pacheco, ele foi indicado para o Tribunal de Contas da União (TCU), mas ainda não ocupa a vaga. A ideia de indicá-lo ainda este ano ao STF é reduzir o número de nomes que Flávio poderá encaminhar ao Senado, caso seja eleito.

O ex-senador conta com apoio da maioria na Casa Alta do Congresso, conforme apurado. Hoje, o bolsonarismo não teria votos para barrá-lo.

Na próxima gestão, serão abertas mais três vagas para o Supremo. A de Luiz Fux, que se aposenta em abril de 2028; a de Cármen Lúcia (abril de 2029); e a de Gilmar Mendes (dezembro de 2030). Além disso, há a possibilidade de o próximo Congresso retirar ministros do STF, como no caso do magistrado Alexandre de Moraes.

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