Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026
ANÁLISE

Renan não vê risco de golpe militar com Flávio: ‘Natureza dele é do acordo e roubo’

Para ele, o candidato ao PL fará um acordo para salvar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro

Por - Goiânia, GO
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renan santos

Candidato do Missão ao Planalto, Renan Santos acredita haver possibilidade de autoritarismo nos projetos de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas não risco de golpe militar. A declaração ocorreu em entrevista ao Alt Tabet, do Canal UOL, nesta quinta-feira (15).

“Ter um golpe militar, a meu ver, a gente não corre risco. E eu também não consideraria, que é uma mera opinião, que o Flávio, pela natureza dele, esteja trabalhando para algo assim. E por quê? Porque a natureza do Flávio é acordo e roubo. A natureza do Flávio é acordo e roubo, o tempo todo.”

Para o presidenciável do Missão, Flávio fará um acordo para salvar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de figuras do bolsonarismo, como o senador Ciro Nogueira e os “amigos do centrão” envolvidos nos escândalos do INSS e do Banco Master. “Ele vai ter como maior inimigo o [ministro] Flávio Dino, que tem os escândalos das emendas nas mãos dele.”

O presidente do Missão também avaliou que “o perigo de acúmulo de poder” é maior caso Flávio seja eleito, mas reforçou que não vai votar no presidente Lula. “Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu estou falando: votem em quem quiserem”, declarou.

“Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se o Lula ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada.”

Ele ainda enfatizou que não pretende sinalizar aos seguidores alinhamentos a projetos que não sejam o dele. “Eu não quero, em nenhuma medida, sinalizar para as pessoas que nos seguem, que foram extremamente rígidas com a construção de um projeto novo, que eu vou me acoplar a outro projeto, mesmo não me acoplando”, afirmou.

Em outro momento, Renan disse que, para seu futuro político, é necessário “abrir meu campo”. “Ou eu crio meu campo político ou eu desisto da política.”

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