ECONOMIA

Auxílio emergencial: parcelas extras devem ser de R$ 300

Valor teria sido definido pela equipe econômica, segundo fontes. Benefício será pago até dezembro

Caixa paga hoje penúltima parcela do auxílio emergencial
Caixa paga hoje penúltima parcela do auxílio emergencial (Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil)

O auxílio emergencial deve ser prorrogado com parcelas de R$ 300. O novo valor teria sido definido pela equipe econômica, segundo fontes.

Há expectativa de que o presidente Jair Bolsonaro anuncie, nesta sexta-feira, o pagamento de mais quatro parcelas, pagas nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Os detalhes constam de uma medida provisória (MP), segundo fontes do Palácio do Planalto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendia R$ 200, mas Bolsonaro considerou o valor insuficiente e optou por um meio termo.

Segundo interlocutores do Planalto, ainda não há definição em relação ao Renda Brasil, novo programa social do governo que deve substituir o Bolsa Família e abrigar cerca de sete milhões de famílias que recebem o auxílio emergencial.

O assunto foi discutido nesta sexta-feira em uma reunião entre o presidente, Paulo Guedes e ministros palacianos.

Um dos principais entraves é a fonte de custeio do novo programa. A equipe econômica preparou várias alternativas que serão apresentadas aos líderes dos partidos na próxima terça-feira, segundo o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO). Nessa reunião, serão discutidas também as votações previstas no Legislativo.

O auxílio emergencial foi criado em abril por lei de iniciativa do Congresso no valor de R$ 600 pagos inicialmente por três meses a informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, além dos beneficiários do Bolsa Família para ajudar essas pessoas a atravessarem a crise na economia provocada pela pandemia do coronavírus.

Mas diante de incertezas e demora da retomada da atividade econômica, o governo ampliou o pagamento por mais dois meses no valor de R$ 600, no fim de junho.

A equipe econômica avalia que as pessoas ainda precisam de apoio, mas devido ao custo elevado do programa, de cerca de R$ 50 bilhões por mês, passou a defender um valor menor, o que vai exigir esforço da base de apoio no Congresso para aprovar a MP. A expectativa é que a partir de janeiro, a população mais vulnerável seja coberta pelo Renda Brasil.

Segundo dados do Ministério da Economia, o custo do auxílio está estimado em R$ 254,4 bilhões e até agora já foram desembolsados R$ 182,90 bilhões. A Caixa Econômica Federal paga neste mês a quinta parcela do auxílio.

O ministro Paulo Guedes em coletiva com a pulseira em referência ao versículo búblico Apocalipse | Reprodução Youtube
Ministro da Economia, Paulo Guedes | Reprodução Youtube