Nipah, Gripe K e Aviária: confira doenças que infectologistas temem em 2026
Doenças causadas por vírus e bactérias estão sob atenção das autoridades sanitárias devido ao risco de surtos, pandemias e aos desafios para sua prevenção
Infectologistas destacam Nipah, Gripe K e gripe aviária como riscos prioritários para surtos em 2026, devido à alta letalidade, mutações virais e circulação global. Casos recentes e vigilância reforçam temores de pandemias zoonóticas em um mundo hiperconectado.
Vírus Nipah
Patógeno zoonótico asiático com mortalidade de 40-75%, transmitido por morcegos via frutas contaminadas ou contato próximo. Casos recentes na Índia (janeiro 2026) ativaram alertas em aeroportos asiáticos, mas sem vetores locais no Brasil até agora. Sem vacina ou tratamento específico, sequelas neurológicas afetam 20% dos sobreviventes.
Gripe K
Variante H3N2 (subclado K) do Influenza A, com transmissão aprimorada por mutações precoces; surgiu antes do habitual. Sintomas gripais comuns, mais graves em idosos e crônicos, mas vacinas e antivirais protegem eficazmente. Circulação antecipada preocupa Europa, EUA e Brasil, com 4 casos confirmados no país em dezembro 2025 (Pará e MS).
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Gripe Aviária
Subtipos H5N1/H5N5 em aves selvagens acumulam mutações, com risco zoonótico baixo para humanos (sem transmissão sustentada pessoa-pessoa). Casos em vacas leiteiras nos EUA desde 2024 sinalizam disseminação global via aves migratórias. Vigilância animal e higiene são cruciais para prevenir saltos evolutivos.
Arboviroses e Sífilis no Brasil
No Brasil, arboviroses como dengue projetam 1,8 milhão de casos na temporada 2025-2026, com expansão em ES, RJ e Nordeste. Sífilis adquirida bateu recorde em 2024 (120,8/100 mil hab., 256 mil casos), com congênita recuando para 24.443, mas transmissão vertical em 35,4/1.000; campanhas priorizam testes e penicilina em gestantes.