Polícia diz que Deolane abriu 35 empresas onde existe só uma casa simples
Polícia e MP suspeitam que Deolane Bezerra fazia parte de um esquema 'robusto' de lavagem de dinheiro do PCC
Uma casa modesta localizada na pacata cidade de Martinópolis, no interior de São Paulo, virou elemento-chave na investigação que resultou na prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira (21).
Segundo apurou a Polícia Civil de São Paulo, Deolane abriu pelo menos 35 empresas diferentes (cada uma com o próprio CNPJ) nesse endereço. Ainda não se sabe quem é o proprietário desse imóvel, mas a polícia não tem dúvidas de que a sobreposição de empresas num só domicílio é um forte indício da prática de atividades criminosas.
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O promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, comentou a descoberta: “Esse é um problema muito grande. É a pejotização do crime organizado”. Deolane é suspeita de atuar em parceria com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Como informou o Mais Goiás, a polícia acredita que Deolane era uma figura que emprestava não só CNPJs e estrutura para o PCC movimentar dinheiro, mas sobretudo reputação e respeitabilidade social, visando afastar suspeitas de órgãos de segurança.
Além desse endereço em Martinópolis, a influenciadora utilizava outros locais para abrir empresas – como um no bairro Santo Anastacio, em Ribeirão Preto.
- Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o promotor defendeu que haja mais controle e rigor de órgãos competentes na abertura de CNPJs, com objetivo de pelo menos dificultar ação do crime organizado.
Essa estrutura toda, segundo os investigadores, fazia parte de um “esquema robusto de lavagem de dinheiro”, cuja operação era sofisticada. A polícia e o MP relatam que o dinheiro fazia um percurso longo, com o objetivo de dificultar a identificação da origem dele.