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Quem são os sobrinhos que receberam herança após disputa com dona das Casas Pernambucanas

Anita Harley foi condenada a pagar dividendos retroativos e transferir 25% de suas ações aos parentes

Quem são os sobrinhos que receberam herança após 13 anos de disputa com a dona das Casas Pernambucanas Anita Harley foi condenada
Imagem: Redes Sociais

Pouco antes de entrar em coma após sofrer um AVC, Anita Harley, uma das herdeiras ligadas ao grupo das Casas Pernambucanas, viu parte de seu patrimônio ser alvo de uma longa disputa judicial. A decisão final envolveu diretamente seus sobrinhos, que reivindicavam na Justiça o cumprimento do testamento deixado pela matriarca da família. Veja abaixo quem são os sobrinhos que receberam herança!

A controvérsia teve início ainda em 2001, quando os filhos de Robert Bruce Harley Junior — irmão de Anita, morto em 1999 — acionaram a Justiça para garantir o direito a uma fatia da herança. O pedido tinha como base o testamento de Erenita, mãe de Anita, que previa a destinação de parte das ações da holding familiar aos netos.

Após 13 anos de disputas judiciais, com reviravoltas e recursos apresentados por Anita Harley, o caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão determinou a partilha de 25% das ações das empresas da família para os sobrinhos, além do pagamento de dividendos retroativos que somam milhões.

O desfecho marcou um dos episódios mais emblemáticos envolvendo a sucessão patrimonial ligada às Casas Pernambucanas, tradicional rede varejista brasileira. A divisão do patrimônio ocorreu pouco antes do agravamento do estado de saúde da empresária.

Apesar da relevância na disputa, os sobrinhos não aparecem no documentário “O Testamento: o segredo de Anita Harley”, disponível no Globoplay, que trouxe novos detalhes sobre a trajetória da empresária e reacendeu o interesse público pelo caso.

Mesmo longe dos holofotes, os herdeiros seguiram caminhos semelhantes ao da família, com atuação no meio empresarial e perfil empreendedor.

Quem são os sobrinhos que receberam herança após disputa com dona das Casas Pernambucanas

Os herdeiros Harley:Ana Paula — Foto: reprodução
Os herdeiros Harley: Ana Paula — Foto: reprodução

Ana Paula Harley

A primogênita Ana Paula Harley, de 55 anos, segue o legado familiar e está à frente de projetos estratégicos do grupo por trás das Casas Pernambucanas. Além disso, trouxe para o Brasil uma franquia americana voltada para a educação de crianças, com base no desenvolvimento através de um software inovador. Ela é mãe dos gêmeos Fernando e João.

Robert Harley — Foto: divulgação
Robert Harley — Foto: divulgação

Robert Bruce Harley

Aos 52 anos, Robert é sócio do grupo, mas não atua nele. Ele é CEO da JHSF Malls, que administra shoppings para o consumo de luxo, como o Cidade Jardim em São Paulo.

Os herdeiros Harley: Ana Cecília — Foto: reprodução
Os herdeiros Harley: Ana Cecília — Foto: reprodução

Ana Cecília Harley Noronha

Ana Cecília Harley, de 51 anos, é designer de joias e sempre gostou de trabalhos manuais e artesanato. Possui uma marca que comercializa suas criações entre São Paulo, Recife e Miami. Ela aparece como sócia de quatro empresas com os irmãos.

Os herdeiros Harley: Ana Beatriz — Foto: reprodução
Os herdeiros Harley: Ana Beatriz — Foto: reprodução

Ana Beatriz Harley

Conhecida como Ana Bia Harley, a irmã do meio, de 47 anos, assim como os irmãos, tem sociedade em seis empresas do grupo, mas também atua no ramo da moda de forma independente da holding, na Sardegna Sartoria, uma marca de moda praia masculina voltada para o mercado de luxo.

Os herdeiros Harley: Hugh Antony — Foto: reprodução
Os herdeiros Harley: Hugh Antony — Foto: reprodução

Hugh Anthony Harley

O caçula entre os sobrinhos tem 45 anos e uma carreira no mundo dos investimentos. Doutor em economia, é sócio nos grupos, mas preside a Aurum, uma empresa com foco em cuidar e administrar patrimônios de famílias, de forma personalizada. A experiência veio de berço, já que foi um dos nomes que desataram os nós do imbróglio familiar. Ele também é escritor e tem um livro publicado em inglês, cujo valor de venda é mais de R$ 1 mil.