AGRESSÃO

“Dei um tapa para acalmar”, diz coronel aposentado após abordar suposta compra de votos em Joviânia

Uma abordagem feita por um coronel da reserva no munícipio de Joviânia, na manhã deste…

Uma abordagem feita por um coronel da reserva no munícipio de Joviânia, na manhã deste sábado (14), causou polêmica pelas circunstâncias em que ocorreu. Em um vídeo, é possível ver quando o coronel Romeu, ex-prefeito de Joviânia e irmão do candidato a prefeito Renim (MDB), aparece com uma arma de fogo em punho e agredindo um homem em uma abordagem que, segundo o militar da reserva, seria de flagrante de compra de votos.

Nas imagens, Romeu aparece gesticulando com a arma de fogo na mão, enquanto os homens abordados estão com as mãos na cabeça. Ao fundo, é possível ver outros dois indivíduos, aparentemente, revistando um veículo.

Em um determinado momento, Romeu agride um dos homens que havia sido abordado com um tapa no rosto e um empurrão.

Veja abaixo:

Em um vídeo divulgado nas redes, o coronel comenta o caso, que teria acontecido na Vila Mutirão, em Joviânia, e afirma que realizou a abordagem ao flagrar um esquema de compra ilegal de votos, efetuando uma prisão em flagrante. “Primeiro ele me agrediu e depois dei um tapa nele, pra ele acalmar”, diz sobre a agressão.

No entanto, conforme o registro de ocorrência da Polícia Militar, nenhuma prisão em flagrante foi registrada. Já sobre a agressão, não é possível ver no vídeo o momento em que Romeu é agredido, conforme alegado por ele.

Perseguição e intimidação

Ao Mais Goiás, um moradora de Joviânia conta que, por ser irmão de um candidato a prefeito, o coronel Romeu tem usado de sua autoridade como militar para intimidar, perseguir e ameaçar eleitores e a equipe dos rivais.

No caso registrado em vídeo, a mulher conta que não houve flagrante de compra de votos e que a versão teria sido contada pelo militar como justificativa para a cena de truculência.

“Ele abordou o nosso pessoal, já com a arma na mão, acusando de compra de voto, sendo que nosso pessoal estava só conversando com um amigo, eleitor nosso. Ele fez todo mundo descer do carro com as mãos pra cima e o pessoal que estava com ele revistou o carro do nosso pessoal e não achou nada”, conta.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar sobre o caso, mas ainda não obteve um retorno. O Mais Goiás não conseguiu contato com o coronel Romeu. O espaço permanece aberto.

Veja o momento em que Romeu comenta o caso: