Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026
investigação

Dinheiro usado para financiar filme de Bolsonaro pode ter origem no crime organizado, diz ministro

Dario Durigan afirmou que recursos da Entre Investimentos, empresa alvo de operação contra esquema de lavagem de dinheiro, também foram usados para bancar Dark Horse

Por - Goiânia, GO
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Dinheiro usado para financiar filme de Bolsonaro pode ter origem no crime organizado, diz ministro Dark Horse Dario Durigan

Os recursos usados para financiar Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), podem ter origem em dinheiro ligado ao crime organizado, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A declaração foi feita nesta quinta-feira (24), após a deflagração de uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que tem entre os alvos a Entre Investimentos, empresa ligada ao financiamento da produção.

A empresa é controlada pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, investigado por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado ao crime organizado no setor de combustíveis. A operação foi realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.

Questionado sobre a possibilidade de o dinheiro enviado aos Estados Unidos para financiar o filme ter origem ilícita, Durigan afirmou que os recursos de diferentes operações teriam passado pela mesma estrutura financeira.

“Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso”, disse o ministro.

Segundo Durigan, o Grupo Entre recebeu recursos do Banco Master e também de organizações criminosas, concentrando valores de diferentes origens em uma mesma estrutura. Para ele, isso dificulta a identificação da origem específica de cada quantia utilizada nas operações.

Dinheiro para o filme

Freixo Júnior afirmou, em delação premiada, ter enviado mais de R$ 60 milhões a um fundo no Texas, nos Estados Unidos, para supostamente financiar Dark Horse. A Entre Investimentos também aparece nas apurações sobre repasses entre o então controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a produção do filme.

A investigação, no entanto, ainda precisa esclarecer a origem de cada recurso utilizado no financiamento da produção. O próprio ministro ressaltou que a concentração de valores em uma mesma estrutura financeira torna essa identificação parte do trabalho das autoridades.

Operação

A ação desta quinta-feira é a terceira fase da Operação Carbono Oculto e investiga uma estrutura que teria sido usada para movimentar recursos, ocultar patrimônio e lavar dinheiro relacionado ao crime organizado.

Segundo as autoridades, o Grupo Entre movimentou valores bilionários dentro dessa estrutura. Entre os alvos da operação está Freixo Júnior, que também firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República em investigações relacionadas ao Banco Master.

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