NOTA

Caiado e governadores dizem que ICMS não é culpado por alta do combustível

Segundo 20 gestores estaduais, aumento se trata de problema nacional

Goiânia tem terceira maior inflação do País em novembro
Goiânia tem terceira maior inflação do País em novembro (Foto: Jucimar Sousa - Mais Goiás_

Vinte governadores, inclusive Ronaldo Caiado (DEM), assinaram nota sobre o preço dos combustíveis. No texto, eles negam que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – um imposto estadual – é responsável pela o aumento, e afirmam que se trata de um problema nacional.

“Os governadores dos entes federados brasileiros signatários vêm a público esclarecer que, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, embora nenhum Estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis ao longo desse período“, inicia a nota.

E ainda: “Essa é a maior prova de que se trata de um problema nacional, e, não somente, de uma unidade federativa. Falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema.”

Vale lembrar, o presidente Bolsonaro (sem partido) tem reiteradamente colocado a culpa nos Estados pelo aumento do preço dos combustíveis.

Além de Caiado, a nota é assinada por: Rui Costa (Bahia); Cláudio Castro (Rio de Janeiro); Flávio Dino (Maranhã); Helder Barbalho (Pará); Paulo Câmara (Pernambuco); João Doria (São Paulo); Romeu Zema (Minas Gerais); Mauro Mendes (Mato Grosso); Eduardo Leite (Rio Grande do Sul); Camilo Santana (Ceará); João Azevêdo (Paraíba); Renato Casagrande (Espírito Santo); Wellington Dias (Piauí); Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); Renan Filho (Alagoas); Belivaldo Chagas (Sergipe); Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul); Ibaneis Rocha (Distrito Federal); e Waldez Góes (Amapá).

O documento é datado de 19 de setembro.

Confira a nota de Caiado e dos governadores sobre o preço dos combustíveis e o ICMS:

(Foto: Reprodução)

Bolsonaro critica Caiado por ICMS

Vale lembrar, o presidente Bolsonaro (sem partido), disse no último dia 2, que os governadores não querem perder receita, em referência ao aumento no preço dos combustíveis e que a cobrança do ICMS é decidida  “entre amigos”. Afirmação foi feita para apoiadores no Palácio da Alvorada, onde o presidente chegou a falar sobre dois governadores em específico.

“Não vou falar o nome, estão mentindo, falando  que estou mentindo. Fala grosso o cara: ‘Tá 32% o preço fixo’. Mas ele não fala que 30% é em cima do valor total na bomba, e tinha que ser em cima do preço da usina”, disse Bolsonaro.

A alíquota do ICMS em Goiás é de 30%. Mas, Bolsonaro volta a dizer para seus apoiadores que o valor correto seria 32%. “Eu repito aqui o problema é o ICMS. Vieram dois governadores agora dizer que estou mentindo porque o ICMS é 32% e não mudou nada. Não mudou, mas a Constituição manda botar um valor fixo”, reforçou.

A fala do presidente veio após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), publicar em sua conta no Twitter sobre o papel do ICMS no preço dos combustíveis.

O aumento da gasolina nunca foi culpa do Estado, porque o reajuste é feito pela Petrobrás, seguindo o valor do dólar”, publicou em 30 de agosto. “A alíquota que é cobrada em Goiás é a mesma desde 2016. Não fizemos nenhum reajuste. O imposto é o mesmo do ano passado, por exemplo, em que a gasolina custava até menos de R$ 4,00″, escreveu o governador, sem citar o nome do presidente ou o governo federal.