Covid-19

Órgão de saúde alerta que Itália caminha para ‘epidemia incontrolável’

No início da semana foram registrados 25.271 novos casos de coronavírus

Passageiros utilizando máscaras faciais de proteção viajam em um bonde enquanto a Itália adota novas restrições com o objetivo de conter o aumento das infecções pela covid-19 em Roma, Itália (Imagem: Guglielmo Mangiapane/Reuters)

O Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão ligado ao governo da Itália, afirma em relatório que o país se encaminha para uma “rápida piora” da pandemia de coronavírus Sars-CoV-2 e que a situação pode se tornar “incontrolável” em breve. “Todas as regiões e províncias autônomas estão classificadas no risco alto de uma epidemia não controlável e não gerenciável no território ou em risco moderado com alta possibilidade de progredir para o risco alto nas próximas semanas. É essencial reforçar as medidas de mitigação em todas as regiões e províncias autônomas”, diz o relatório semanal.

O documento alerta que a maior parte do país já está no “cenário 3”, de quatro possíveis, o que confirma “uma situação complexamente e difusamente muito grave em todo o território”. O texto ainda destaca que “continua a aumentar o número de casos não reconduzíveis à cadeias de transmissões conhecidas”, que quase dobraram em duas semanas.

Considerando os dados até o dia 7 de novembro, a Lombardia é a região com o índice de transmissão (Rt) mais alto, com 2,08, seguida por Basilicata (1,99), Piemonte (1,97), Molise (1,88) e província autônoma de Bolzano (1,87). Para controlar a pandemia, é preciso que o RT fique abaixo de 1,0, ou seja, quando 10 pessoas contaminam outras nove. No caso da Lombardia, por exemplo, cada 10 pessoas estão contaminando pouco mais de 20.

Nesta segunda-feira (9), o Ministério da Saúde informou que foram registrados 25.271 novos casos e 356 mortes por Covid-19 em 24 horas. Com isso, os contágios e óbitos estão em 960.373 e 41.750, respectivamente.

Desde o dia 27 de outubro, o país registra diariamente mais de 20 mil novos contaminados, nos maiores patamares desde o início da pandemia em fevereiro deste ano.