Renda

Rendimento mensal da população goiana cresce 47,6% e bate recorde

Dados do IBGE mostram que rendimento médio mensal chegou a R$ 3.539, maior patamar da série histórica iniciada em 2012

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Governador Daniel Vilela comentou os números. (Foto: Divulgação)

Goiás fechou 2025 com os melhores números de renda da sua história. É o que mostram os dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), série histórica iniciada em 2012.

O rendimento médio mensal da população goiana com alguma fonte de renda chegou a R$ 3.539 — crescimento de 8,9% em relação a 2024 e acima da média nacional, de R$ 3.367. É o terceiro ano consecutivo em que o estado supera o Brasil nesse indicador.

Outro marco inédito: pela primeira vez, Goiás atingiu a marca de 5 milhões de pessoas com algum tipo de rendimento. Em 2025, 67,2% da população declarou possuir renda, percentual igual à média nacional e superior ao registrado em 2024, quando o índice era de 66,2%.

Massa de rendimento e renda per capita

A massa de rendimento mensal real — que soma toda a renda recebida pela população — chegou a R$ 13,9 bilhões, o maior valor da série histórica. O crescimento foi de 9,5% em relação a 2024, contra 7,5% do Brasil. Em comparação com 2019, a alta goiana foi de 47,6%, quase o dobro da média nacional, de 23,5%.

No rendimento médio mensal domiciliar per capita, Goiás também ficou acima do país: R$ 2.378 contra R$ 2.264. O valor superou em 10,6% o registrado em 2024 e em 37,6% o de 2019 — enquanto o Brasil avançou 6,9% e 18,9% nos mesmos períodos.

Mercado de trabalho e desigualdade

Mais da metade da população goiana (51,7%) possui rendimento proveniente do trabalho, percentual acima da média brasileira de 47,8%. O rendimento médio habitual em todos os trabalhos chegou a R$ 3.628 mensais, também acima da média nacional de R$ 3.560.

Um dado chama atenção: o rendimento médio com aluguel e arrendamento praticamente dobrou em um ano. O valor saltou 92,5% e alcançou R$ 4.048 mensais, muito acima da média nacional de R$ 2.526.

O levantamento também mostra redução no percentual de domicílios que recebem Bolsa Família no estado. Em 2025, o índice caiu para 11,1%, abaixo dos 12,4% de 2024 e da média nacional de 17,2%. Entre os domicílios beneficiários do programa, o rendimento per capita foi de R$ 875; nos demais, de R$ 2.646.

No índice de desigualdade, Goiás alcançou o oitavo menor Índice de Gini do país, mantendo desempenho melhor que a média nacional.

“Esses números refletem um trabalho sério de gestão, equilíbrio fiscal e geração de oportunidades em todas as regiões do estado”, afirmou o governador Daniel Vilela. “Goiás vive um momento de crescimento consistente, com mais empregos, mais renda e mais qualidade de vida para a população.”