Entregador segue GPS e atola van em rota conhecida como “caminho mais mortal” da Grã-Bretanha
Rota de 600 anos já registrou cerca de 100 mortes
Um entregador da Amazon viveu momentos de tensão após seguir as instruções do GPS e acabar com a van atolada em uma rota descrita por moradores como o “caminho mais mortal da Grã-Bretanha”. O caso aconteceu no domingo (15/2), na Inglaterra, e mobilizou autoridades locais.
De acordo com a Guarda Costeira de Southend, a equipe foi acionada após relatos de que um veículo de entregas havia ficado preso em The Broomway, uma trilha histórica localizada em Great Wakering, no condado de Essex. O motorista tentava chegar à Ilha de Foulness, pertencente ao Ministério da Defesa britânico, quando entrou na rota inadequada para veículos.
Caminho histórico e extremamente perigoso
O The Broomway é um percurso com cerca de 600 anos de existência que atravessa bancos de areia e lodaçais entre a costa próxima a Southend-on-Sea e a Ilha de Foulness. A área abriga um campo de tiro administrado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

Segundo registros do conselho paroquial local, ao menos 100 pessoas morreram no local ao longo da história — a última morte conhecida ocorreu em 1919, conforme reportado pela BBC News.
A empresa Qinetiq, responsável pela gestão do campo de tiro, descreve o caminho como uma “via única que exige cautela e conhecimento especializado”. A recomendação oficial é que o trajeto seja feito apenas a pé e com guia experiente, devido aos riscos de maré alta e lama movediça.
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O que aconteceu com o motorista?
De acordo com a Guarda Costeira, o incidente ocorreu na noite de sábado. O entregador teria abandonado a van ao perceber que o veículo ficou preso durante a maré alta. Ele comunicou o ocorrido à empresa e deixou o local em segurança.

A Amazon informou estar ciente da situação e declarou que iniciou uma investigação interna. No domingo, com apoio de um agricultor da região, o veículo foi removido.
Após a confirmação de que não havia feridos, as equipes de resgate foram desmobilizadas.
Em nota à imprensa britânica, a Guarda Costeira reforçou o alerta: a rota não é adequada para veículos e só deve ser percorrida com orientação especializada, além de estar em área controlada pelo Ministério da Defesa, com acesso restrito.