EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã; vídeos
Ofensiva atinge Teerã e outras cidades; Irã reage com mísseis contra Israel e bases dos EUA
Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28). Explosões foram registradas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades do país. Em resposta, o governo iraniano lançou mísseis contra Israel e também contra bases militares americanas no Oriente Médio, elevando a tensão na região.
Segundo autoridades israelenses, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estariam entre os possíveis alvos da ofensiva, embora os resultados da operação ainda não estejam claros. Informações da Reuters indicam que Khamenei não estaria em Teerã, e seu paradeiro não foi divulgado. Já a agência estatal IRNA afirmou que Pezeshkian está em segurança.
Último cerco à China, EUA ataca o Irã. pic.twitter.com/ErACf4uumD
— faust (@faustosette) February 28, 2026
O que se sabe sobre o ataque
- Explosões e colunas de fumaça foram vistas em Teerã nas primeiras horas do dia.
- Mísseis teriam atingido áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações ligadas ao líder supremo.
- Detonações também foram relatadas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
- O espaço aéreo iraniano foi fechado após a ofensiva.
- Cinco estudantes de uma escola feminina no sul do país morreram durante os ataques, segundo a IRNA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que se trata de uma ação conjunta com Israel e afirmou que o objetivo é destruir o programa nuclear iraniano e proteger interesses americanos.
Retaliação iraniana
Como resposta imediata, o Irã disparou mísseis contra o território israelense, acionando sirenes de alerta em várias cidades. Também houve relatos de explosões e alertas em países do Golfo que abrigam bases dos EUA, como:
- Catar
- Bahrein
- Kuwait
- Emirados Árabes Unidos
Os Emirados informaram ter interceptado vários mísseis iranianos. Uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi, e testemunhas relataram uma explosão em Dubai.
Neste momento,os EUA e Israel estão bombardeando o centro de Teerã,atacando o Irã novamente sem qualquer provocação prévia,criando mais uma guerra na região.
— Vladimir Putin.🇷🇺🕊️🇧🇷🇻🇪🇨🇳🇮🇷🇵🇸🇾🇪🇮🇳 (@RobertoRussia) February 28, 2026
Lembrem-se:quando a mídia os retrata como vítimas após a retaliação do Irã,foram Israel EUA que bombardearam oIrã primeiro pic.twitter.com/EGSKSDqxEB
Trump fala em destruir programa nuclear
Em vídeo publicado nas redes sociais, Trump declarou que a operação busca impedir que o Irã obtenha arma nuclear. O Pentágono classificou a ofensiva como uma ação de “fúria épica” e militares americanos afirmaram que as operações podem durar dias.
O presidente americano também incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás e alertou militares iranianos a se renderem.
Netanyahu cita “ameaça existencial”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva visa “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã”. Segundo ele, a ação pode criar condições para mudanças internas no país.
#UPDATE on Iran's response to U.S., Israel attacks:
— CGTN (@CGTNOfficial) February 28, 2026
– Four U.S bases in Kuwait, the UAE, Qatar and Bahrain have been targeted by Iran's attack, according to reports by Iranian media
– The U.S. and Israel attacked a range of military and defense targets, as well as civilian… https://t.co/V8d4PwtwkT pic.twitter.com/YcjOz5pOKN
Negociações estavam em andamento
A operação ocorre após semanas de negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear. A última reunião havia ocorrido na quinta-feira (26), em Genebra, e um novo encontro estava previsto para a próxima semana.
Os Estados Unidos pressionam pelo fim do enriquecimento de urânio, temendo a produção de uma bomba nuclear. Teerã, por sua vez, afirma que seu programa tem fins pacíficos e voltados à geração de energia.
Antes dos ataques, o governo iraniano já havia prometido uma resposta “feroz” a qualquer ação militar americana — o que agora se concretiza, elevando o risco de uma escalada maior no Oriente Médio.