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Garota de 21 anos tem mãos amputadas em ataque com foice no Ceará; companheiro e cunhado são suspeitos

Suspeitos foram presos

Garota de 21 anos tem mãos amputadas em ataque com foice no Ceará; companheiro e cunhado são suspeitos Suspeitos foram presos
Imagem: Reprodução

Uma jovem de 21 anos teve uma das mãos amputadas e a outra parcialmente amputada após ser vítima de uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim, no interior do Ceará. O crime ocorreu na madrugada de 1º de maio e é investigado pela Polícia Civil.

A vítima, identificada como Ana Clara de Oliveira, foi atacada com golpes de foice dentro da própria casa. Dois homens foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento: o companheiro dela, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, e o cunhado, Evangelista Rocha dos Santos, de 34.

De acordo com as investigações, o crime foi precedido por uma discussão entre o casal na rua. Cerca de 20 minutos depois, o suspeito retornou à residência acompanhado do irmão. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um deles invade o imóvel com uma foice, enquanto o outro permanece do lado de fora.

Segundo a polícia, Evangelista confessou ter desferido os golpes, atingindo principalmente os braços da vítima, além de outras partes do corpo. Já Ronivaldo alegou não se lembrar de detalhes do crime após consumo de bebida alcoólica. Ambos foram autuados por tentativa de feminicídio e encaminhados para uma unidade prisional na região metropolitana de Fortaleza.

Ana Clara foi socorrida e levada ao Instituto Doutor José Frota, onde passou por uma cirurgia de cerca de 12 horas para reimplante das mãos. Desde então, já foi submetida a novos procedimentos e segue internada em recuperação.

Segundo a equipe médica, o estado de saúde é estável, mas a jovem ainda pode precisar de outras cirurgias e deve passar por um longo período de reabilitação, com fisioterapia prevista por vários meses.

O caso gerou forte repercussão pela violência e brutalidade do ataque. O governador do estado, Elmano de Freitas, classificou o episódio como um “crime bárbaro” e destacou a rápida atuação das forças de segurança na prisão dos suspeitos.