Goiânia tem inflação de 4,12% em 2025, aponta IBGE; veja o ranking do IPCA
Campo Grande registra menor taxa entre as capitais
Goiânia registrou inflação de 4,12% em 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE. A capital aparece abaixo da média nacional no ranking do IPCA, que mede a variação oficial dos preços no país. O levantamento mostra que, apesar da pressão inflacionária ao longo do ano passado, a capital goiana teve desempenho melhor que a média registrada no Brasil (4,26).
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a Grande Vitória fechou 2025 com a maior inflação entre as 16 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas. Os preços locais acumularam alta de 4,99%, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na sequência do ranking aparecem Porto Alegre (4,79%) e São Paulo (4,78%).
Na outra ponta da lista, Campo Grande registrou a menor inflação do IPCA em 2025, com alta acumulada de 3,14%. No cenário nacional, o índice oficial encerrou o ano passado com avanço de 4,26%, percentual superior ao observado em Goiânia, que fechou o período com 4,12%.
Os dados também revelam mudanças importantes em relação ao ranking de 2024. Naquele ano, São Luís liderou a inflação entre as capitais e regiões metropolitanas, com alta de 6,51%, enquanto Porto Alegre teve o menor índice, de 3,57%.
Inflação acumulada em 2025, segundo o IBGE
- Vitória: 4,99%
- Porto Alegre: 4,79%
- São Paulo: 4,78%
- Brasília: 4,72%
- Aracaju: 4,49%
- Recife: 4,33%
- Brasil: 4,26%
- Goiânia: 4,12%
- Fortaleza: 4,06%
- Belo Horizonte: 3,97%
- Curitiba: 3,84%
- Salvador: 3,80%
- Belém: 3,75%
- Rio de Janeiro: 3,45%
- Rio Branco: 3,27%
- São Luís: 3,24%
- Campo Grande: 3,14%
Como o IPCA é calculado
O IPCA capta a variação dos preços para famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos. No Brasil, a cesta do índice é composta por 377 produtos e serviços, chamados de subitens, que variam conforme a região pesquisada.
Esses subitens são agrupados em nove grandes grupos, como alimentação e bebidas, transportes, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, vestuário, comunicação e artigos de residência. A composição do índice é definida a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que mostra o que as famílias consomem e o peso de cada gasto no orçamento. Os dados mais recentes da POF são de 2017 e 2018, e uma nova pesquisa está em andamento.
Para calcular o IPCA, o IBGE coleta preços em dez regiões metropolitanas — como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre — além de Brasília e outras cinco capitais, entre elas Goiânia.
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