Igreja da Lagoinha informa que afastou Zettel do ‘pastoreio’ e nega vínculo com Vorcaro
Pastor Fabiano Zettel foi preso novamente após as investigações
Via O Globo – A assessoria de imprensa da Igreja Batista da Lagoinha nos procurou e garantiu que afastou o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do “pastoreio da Lagoinha de Belvedere em novembro de 2025, tão logo as primeiras informações públicas relacionadas ao caso começaram a surgir”. Em novembro do ano passado, quando ele foi preso, pela primeira vez, por envolvimento com o escândalo do Caso do Banco Master. Segundo a assessoria, Zettel era “pastor voluntário”. Na semana passada, Zettel foi preso novamente após as investigações identificarem que Vorcaro mantinha um grupo que atuava contra seus supostos adversários, do qual além do cunhado do dono do Master faziam parte Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
O blog foi procurado por causa da nota publicada ontem com o título “Igreja evangélica ‘Lagoinha’ aparece em um dos lados mais obscuros das investigações sobre Vorcaro”. As ligações citadas são não apenas Zettel, mas a amizade entre o pastor mais conhecido da denominação, André Valadão com Vorcaro. Na nota, a Lagoinha se referiu à amizade entre André Valadão e Daniel Vorcaro como “relações pessoais entre famílias que convivem há décadas em Belo Horizonte”. E afirma que o pastor Guilherme Batista que estava no voo com Nikolas Ferreira, no avião de Vorcaro, em campanha por Jair Bolsonaro em 2022, não é da Lagoinha.
A Igreja enviou seu ponto de vista e seus esclarecimentos, em longa mensagem, que transcreveremos abaixo:
“A Igreja Batista da Lagoinha esclarece informações apresentadas na coluna publicada em O Globo no dia 9 de março de 2026, intitulada “Igreja evangélica ‘Lagoinha’ aparece em um dos lados mais obscuros das investigações sobre Vorcaro”.
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que Fabiano Zettel foi afastado do pastoreio da Lagoinha Belvedere ainda em novembro de 2025, tão logo as primeiras informações públicas relacionadas ao caso começaram a surgir. Desde então, ele não exerce qualquer função pastoral ou institucional na Lagoinha.
Cabe também contextualizar que Fabiano Zettel passou a integrar a Lagoinha como pastor voluntário há menos de dois anos, após ter atuado anteriormente como pastor em outra denominação. Sua atuação esteve restrita à unidade localizada no bairro Belvedere, em Belo Horizonte.
A Igreja Batista da Lagoinha não é parte de qualquer investigação relacionada ao caso citado na reportagem, nem possui qualquer vínculo com as atividades mencionadas.
A coluna também sugere relações institucionais que não correspondem aos fatos. A referência a uma viagem ao Nordeste realizada por terceiros em aeronave pertencente ao empresário citado não se trata de uma agenda da Igreja Lagoinha, tampouco envolveu representantes da denominação. Nem o pastor mencionado na reportagem, nem o deputado citado são membros da Lagoinha.
Importa ainda esclarecer que a alegação de que essa viagem teria relação com a instituição é falsa e já foi objeto de reportagem considerada caluniosa, razão pela qual medidas judiciais estão sendo adotadas para a devida responsabilização e correção das informações.
Em relação à menção ao pastor André Valadão, é importante esclarecer que relações pessoais entre famílias que convivem há décadas em Belo Horizonte não configuram, por si só, qualquer irregularidade ou vínculo institucional com os fatos investigados.
A Igreja Batista da Lagoinha é uma comunidade religiosa presente em diversas cidades do Brasil e do mundo, composta por milhares de membros e líderes. Como toda instituição desse porte, não pode ser associada a eventuais condutas individuais ou relações pessoais que não dizem respeito à sua atuação institucional.
Reforçamos que não há qualquer investigação, acusação formal ou elemento apresentado pelas autoridades que relacione a Igreja Batista da Lagoinha às investigações envolvendo o Banco Master.
A Igreja Batista da Lagoinha permanece à disposição das autoridades competentes para qualquer esclarecimento que se faça necessário. Ao mesmo tempo, lamenta que associações e interpretações não comprovadas possam contribuir para a construção de narrativas que não refletem a realidade dos fatos e que acabam por atingir indevidamente a reputação de uma comunidade de fé que, há décadas, atua de forma pública, transparente e comprometida com a sociedade.”