Justiça manda Ratinho se retratar por associar Chico Buarque à Lei Rouanet
Apresentador e influenciador Thiago Asmar, também citado, ainda podem recorrer
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Via Folha de São Paulo – A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, e o influenciador Thiago Asmar, o Pilhado, se retratem de declarações feitas sobre o cantor Chico Buarque no ano passado.
À época, eles associaram o artista ao uso de recursos da Lei Rouanet —informação negada pelo compositor. A decisão é do dia 14 de setembro e os réus ainda podem recorrer.
“Rico de esquerda é fácil. Chico Buarque ser de esquerda é fácil. Bebe champanhe, come caviar. O Caetano Veloso ser de esquerda é fácil, come caviar, mora no Rio de Janeiro, pega dinheiro da Lei Rouanet, aí é fácil”, afirmou Ratinho em 15 de setembro do ano passado, em programa na rádio Massa FM, de sua propriedade.
A fala de Ratinho viralizou após a participação de Chico e Caetano nas manifestações contra a PEC da Blindagem e contra a anistia aos condenados no 8 de Janeiro, realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 21 de setembro.
Por sua vez, o influenciador Thiago Asmar usou as redes sociais para criticar Chico, Caetano e Gilberto Gil.
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“Se somar tudo que esses três já ganharam dos governos do Lula e da esquerda, vocês vão ver como o povo brasileiro é otário. Como ele financia artistas vagabundos que tão ligando pro bolso deles. Nada pro povo brasileiro. Porque quem paga imposto pra Lei Rouanet, que já financiou tanto esses caras e a corja artística, somos nós”, disse o influenciador.
Na decisão, o juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres determinou que Ratinho e Thiago Asmar se retratem usando os mesmos meios que utilizaram para fazer as declarações contra o cantor.
O juiz determinou ainda que o conteúdo do comunicado deve expressar que não se provou o recebimento por parte de Chico de valores captados pela Lei Rouanet ou angariado do Partido dos Trabalhadores (PT). Caso a decisão não seja acatada, os comunicadores podem responder por crime de desobediência.
Procurados para comentar a decisão, Thiago Asmar, Ratinho e o Grupo Massa não retornaram até a publicação deste texto.
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