restos mortais

Mulher aumenta os seios com gordura retirada de cadáveres e mostra o resultado; veja fotos

Outra adepta da técnica preencheu os quadris e o bumbum com gordura de um falecido

preencheu os quadris e o bumbum com gordura de falecido Mulher aumenta os seios com gordura retirada de cadáveres e mostra o resultado; veja
Imagem: FreePik

A popularização de procedimentos estéticos nos EUA usando gordura retirada de cadáveres tem provocado debates sobre ética e limites da estética. Ainda assim, uma mulher que aumentou os seios com gordura doada por pessoas falecidas decidiu mostrar o resultado do procedimento, que ela garante ter superado qualquer estranhamento inicial.

Katrina Daphne, casada e mãe de dois filhos, afirma que a transformação compensou qualquer sensação considerada “macabra” por críticos da técnica. “Os resultados valem a pena”, disse ela ao comentar a repercussão do método inovador — e controverso.

Em novembro, a instrutora de pilates trocou os seios que descrevia como “quase inexistentes” por implantes feitos com o chamado “ouro líquido”, nome popular do AlloClae, um preenchedor desenvolvido a partir de gordura de cadáveres. O material vem ganhando espaço no mercado de procedimentos estéticos corporais nos Estados Unidos.

“Preferi não pensar que o produto vem de mortos”, confessou Katrina. Ela contou que a médica responsável, a doutora Anna Steve, garantiu que o AlloClae ofereceria os melhores resultados possíveis. “E ela estava absolutamente certa”, afirmou, dizendo ter conquistado uma confiança incomparável após o aumento dos seios.

Outra adepta da técnica é Stacey, de 34 anos, que optou por não revelar o sobrenome. A nova-iorquina desembolsou cerca de US$ 45 mil (R$ 237 mil) para realizar preenchimentos nos quadris e no bumbum com gordura de um doador falecido. “Pode parecer chocante no começo, mas o uso de tecidos de cadáveres existe na medicina há décadas”, argumentou.

Stacey utilizou o material em um mini-Brazilian Butt Lift (BBL), além de corrigir irregularidades causadas por uma lipoaspiração malfeita na parte interna da coxa. Para ela, o processo é seguro e transparente. “É altamente regulamentado e obtido de forma ética. É quase como reciclar”, afirmou, elogiando os doadores.

Gordurinha de morto

Nos Estados Unidos, a doação de corpos inteiros é regulamentada por entidades como a Associated Medical Schools of New York, responsável por gerenciar esse tipo de cadastro no estado. Os doadores precisam ser maiores de 18 anos, não podem ter doenças transmissíveis e devem ter passado por autópsia.

Já o AlloClae, produzido pela empresa de engenharia de tecidos Tiger Aesthetics, é descrito como o primeiro tecido adiposo estrutural criado especificamente para procedimentos estéticos corporais, oferecendo volume, sustentação e amortecimento. Esterilizado e livre de DNA do doador, o produto mantém a estrutura tridimensional das células de gordura, garantindo volume imediato na área aplicada. A empresa, no entanto, não detalha a origem exata da gordura utilizada.

Mulher aumenta os seios com gordura retirada de cadáveres e mostra o resultado; veja

Katrina Daphne turbinou os seios com gordura extraída de cadáveres — Foto: Reprodução
Stacey usou a gordura retirada de cadáveres para aumentar os glúteos — Foto: Reprodução