PGR analisa três pedidos de suspeição para afastar Toffoli do caso Master; saiba quais são
Um dos documentos é resultante de relatório da Polícia Federal sobre a citações ao ministro Toffoli
(O Globo) A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa três pedidos de suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que poderiam resultar no afastamento do magistrado da relatoria do caso Master. Além da provocação que tem origem em relatório elaborado pela Polícia Federal (PF), há uma requisição do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e outra do também senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Nesta quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, enviou o pedido fundamentado por informações da PF ao órgão do Ministério Público chefiado por Paulo Gonet. Antes, o próprio Toffoli negou o pedido de suspeição após qualificar os dados da PF como “ilações”.
Já o pedido de Girão (Novo-CE) está parado há quase um mês na PGR e sem perspectivas de que seja encaminhado nos próximos dias.

A representação de Girão pede que a PGR analise se há conflito de interesses e eventual suspeição do ministro para conduzir o caso.
Quando o pedido foi protocolado, o senador sustentava que circunstâncias pessoais e decisões adotadas por Toffoli ao longo da investigação levantam dúvidas sobre a imparcialidade do relator, o que, na avaliação do senador, justificaria uma manifestação formal da Procuradoria perante o Supremo. Dias depois, o parlamentar incluiu no pedido as ligações do ministro com o resort Tayayá.
Agora, o parlamentar afirma que fará outro aditamento após Toffoli admitir ter sido sócio de empresa dona do resort e da PF informar que o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, ter citações ao nome do ministro.
— Estamos identificando aí algo muito grave com as revelações do celular do Vorcaro. Até o momento a PGR não nos respondeu, fizemos um aditamento 21 de janeiro com os fato do resort. Hoje estamos fazendo também à PGR um novo pedido e um novo aditamento. A nosso ver, Toffoli não tem condições de ficar à frente desse caso.

Nesta quinta-feira, foi a vez do senador Alessandro Vieira protocolar a sua representação. No documento enviado à PGR, o senador sustenta que há indícios suficientes para questionar a permanência do ministro na relatoria do caso.
“A existência de um vínculo comercial em que o julgador figuraria, em tese, como beneficiário de recursos pagos pelo investigado mitigaria de forma intensa a imparcialidade do Ministro Dias Toffol”.
Outras duas representações que pediam o afastamento de Toffoli das investigações sobre o Master já foram arquivadas pela PGR, também em janeiro. Os pedidos tinham sido protocolados pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC), que alegavam possível impedimento ou suspeição de Toffoli em razão de uma viagem a Lima, no Peru, em novembro de 2025.