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Policial que não ajudou jovem em SP diz que virou chacota e está sendo crucificada

Advogado de Tamires Borges, Wanderley Alves afirma que a soldado "agiu de acordo com o procedimento operacional padrão que regula a atuação do policial militar de folga, ainda que fardado”

Policial que não ajudou jovem em SP diz que virou chacota e está sendo crucificada
Policial que não ajudou jovem em SP diz que virou chacota e está sendo crucificada (Foto: Reprodução)

Identificada pela Secretaria de Segurança Pública, a soldado da Polícia Militar Tamires Borges, que se recusou a ajudar um jovem que estava sob a mira de uma arma, em frente a estação de metrô Carandiru, na zona norte de São Paulo, disse a CNN Brasil que virou alvo de chacota e que estava sendo cruficada. O caso aconteceu no último domingo (12) e ela não quis dar detalhes sobre a atitude, e mandou que o veículo buscasse o advogado dela.

“Estou sob forte pressão psicológica. Fale com o meu advogado”, encerrou a conversa sem dar a versão dela dos fatos. Já o advogado da policial militar, Wanderley Alves, informou que a “soldado Tamires agiu de acordo com o procedimento operacional padrão que regula a atuação do policial militar de folga, ainda que fardado”.

“Você se abriga, observa o que está acontecendo e não é pra agir em hipótese alguma a não ser que esteja acontecendo um evento de extrema urgência”, continuou. De acordo com ele, se Tamires tivesse utilizado uma arma, poderia ter ocorrido um evento mais grave. “Um policial vai ser penalizado se agir ou se não agir. Na minha concepção, foi melhor ela não ter feito o uso da arma, que poderia desencadear uma tragédia”, finalizou ao veículo.

Destaca-se, o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar diz que é dever dos agentes “atuar onde estiver, mesmo não estando em serviço, para preservar a ordem pública ou prestar socorro, desde que não exista, naquele momento, força de serviço suficiente”. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo informou que a policial vai responder criminal e disciplinarmente por omissão, segundo a SSP.

Caso

Em vídeo divulgado pelo portal Ponte Jornalismo, que foi registrado por um repórter fotográfico, é possível ver que a policial chega a chutar o jovem na barriga quando ele se aproxima dela. A gravação, todavia, começa com um homem segurando o rapaz pelo pescoço, enquanto o ofende, pois ele teria cometido um furto – não houve confirmação desta informação.

Neste momento, o investigador da Polícia Civil identificado Paulo saca uma arma e ameaça atirar no peito do rapaz. Neste momento, uma mulher que conhece o homem armado entra na frente, pedindo que ele não mate o rapaz e que guarde a arma – é ela quem o chama de Paulo. Também é possível ouvir uma criança chorando e dizendo: “Vamos embora, pai.”

A policial, que presencia a cena encostada em um muro, não faz nada. O repórter fotográfico questiona a PM, que manda ele ligar para o 190, pois estaria de folga. Logo em seguida, o rapaz sob a mira do homem chega perto e pede ajuda para a agente, que o afasta com um chute na barriga. Pouco depois, o jovem vai embora (após ajuda de civis) e o repórter vai questionar a PM, que diz que poderia prendê-lo por desacato.