Prefeito atrasa salário de professores e coloca culpa no tarifaço de Trump
Cobrado pelo atraso no pagamento dos salários retroativos de professores da rede pública, o prefeito do município de Pedro do Rosário (MA), Domingos Erinaldo Sousa Serra (PCdoB), afirmou que não...
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Cobrado pelo atraso no pagamento dos salários retroativos de professores da rede pública, o prefeito do município de Pedro do Rosário (MA), Domingos Erinaldo Sousa Serra (PCdoB), afirmou que não conseguiu honrar o compromisso em razão do tarifaço de 50% do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros.
O repasse fazia parte de um acordo que o prefeito fez com professores que foram contemplados por promoções e não receberam o reajuste salarial de imediato. O argumento consta em um comunicado enviado ao Sindicato dos Funcionários Públicos no dia 19 de julho. O prefeito afirma que o tarifaço pode reduzir a arrecadação federal e, por consequência, os pagamentos oriundos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo da Educação Básica (Fundeb).
“Como cediço, o Presidente Trump determinou tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados ao EUA. Considerando ainda a possibilidade de queda da arrecadação federal e a diminuição nos valores dos repasses aos funcionários, a municipalidade, por prudência, entendeu por adiar o pagamento do retroativo dos servidores até que melhore o cenário internacional”, diz o comunicado da prefeitura.
O sindicato contesta a justificativa, argumentando que o compromisso da prefeitura com os servidores vem desde 2023 e que os valores em questão não se referem aos salários regulares, mas sim a direitos adquiridos e acumulados ao longo dos anos.