BEM-ESTAR

Saiba qual a idade em que se alcança a felicidade plena, de acordo com estudos

Avaliação foi apresentada com base em estudos internacionais

Saiba qual a idade em que se alcança a felicidade plena, de acordo com neurociência
Saiba qual a idade em que se alcança a felicidade plena - Foto: Freepik

Pesquisas sobre bem-estar indicam que a satisfação com a vida tende a aumentar com a idade e atinge níveis mais altos em torno dos 60 anos. A avaliação foi apresentada pelo neurocientista Fabricio Ballarini, com base em estudos internacionais que analisam dados de diferentes países ao longo de várias décadas.

Um levantamento do National Bureau of Economic Research (NBER), que avaliou indicadores de bem-estar em mais de cem países desenvolvidos, apontou que os níveis de insatisfação diminuem à medida que a idade avança. Segundo Ballarini, esse resultado está alinhado com outras pesquisas já realizadas sobre o tema.

“Já existem diversos estudos globais que demonstraram que, ao atingirem os 60 anos de idade, as pessoas equilibram suas prioridades, sabem o que fazer e o que não fazer, e são menos estressadas porque possuem uma certa sabedoria adquirida com a experiência de vida”, afirmou o neurocientista em entrevista ao jornal Clarín.

Estudos anteriores, como o conduzido em 2008 por Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, e David Blanchflower, do NBER, analisaram fatores como emprego, saúde, relacionamentos, renda e expectativas pessoais. A partir desses dados, os pesquisadores observaram que a satisfação ao longo da vida segue um formato de curva em “U”: mais alta na juventude, em queda a partir do início da vida adulta, atingindo o ponto mais baixo por volta dos 40 anos, e voltando a subir depois disso.

“Esses estudos iniciais constataram que a idade de 40 anos é o período de maior incidência de depressão, pois é uma época de intensa atividade profissional e pressão muito maior. Além disso, nessa idade, as pessoas frequentemente se tornam pais e passam por uma crise que as leva a se questionar muito. Mas depois tudo melhora”, disse Ballarini.

Segundo ele, pesquisas mais recentes do próprio NBER passaram a indicar um padrão diferente. Em vez da curva em “U”, os dados mostram uma progressão contínua do bem-estar ao longo do tempo.

“Os mesmos cientistas que descobriram a curva em ‘U’ agora começam a perceber que, quanto mais velho você for, mais feliz você será. Mas isso não significa que os jovens adultos sejam menos infelizes; pelo contrário, os jovens de hoje estão passando por momentos piores do que antes, experimentando níveis de infelicidade muito mais altos do que nas décadas anteriores, e sua saúde mental está se deteriorando”, afirmou.

De acordo com Ballarini, fatores como maior organização da rotina, redução da pressão profissional e mais tempo disponível para atividades pessoais contribuem para que pessoas a partir dos 60 anos apresentem níveis mais elevados de bem-estar em comparação com fases anteriores da vida.