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Anvisa proíbe comercialização de canetas emagrecedoras irregulares; veja quais

Produtos não têm registro nem comprovação de segurança

Produtos não têm registro nem comprovação de segurança Anvisa proíbe comercialização de canetas emagrecedoras irregulares; veja quais
Foto: FreePik

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu e determinou a apreensão dos produtos Gluconex e Tirzedral, divulgados como canetas emagrecedoras, por falta de registro no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (14) e também determina a apreensão dos produtos.

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Canetas emagrecedoras proibidas pela Anvisa

Segundo a Anvisa, as canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral vinham sendo divulgadas na internet como medicamentos injetáveis à base de GLP-1, hormônio que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e na sensação de saciedade.

No entanto, os produtos não passaram por avaliação da agência reguladora, o que significa que não há qualquer comprovação de qualidade, segurança ou eficácia.

Produtos sem origem identificada aumentam riscos

A agência informou ainda que as canetas emagrecedoras são produzidas por uma empresa não identificada. Por isso, não é possível garantir a composição das substâncias nem os efeitos que podem causar no organismo.

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Além da proibição, a resolução também veta a fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso dos produtos. A orientação é clara: consumidores não devem utilizar Gluconex e Tirzedral.

Profissionais de saúde e pacientes que tiverem acesso às canetas devem comunicar o caso à Anvisa ou às vigilâncias sanitárias locais.

Medicamentos regulares seguem disponíveis no mercado

Apesar da proibição, a busca por tratamentos à base de GLP-1 segue em alta no Brasil. Entre os medicamentos regularizados estão a semaglutida, comercializada como Ozempic e Wegovy, e a tirzepatida, vendida como Mounjaro.

Dados do Sindusfarma apontam que as vendas desses medicamentos cresceram 25,5% entre 2024 e 2025, passando de 4,6 milhões para 5,8 milhões de unidades comercializadas.

Somente em janeiro de 2026, quase meio milhão de caixas desses produtos regularizados foram vendidas no país. A maior parte das compras foi feita por mulheres, com idade média de 47 anos.