SAÚDE

Brasil registra 136 casos de mpox em 2026; cinco novos estados notificam a doença

Maioria das notificações está em São Paulo

Brasil registra 136 casos de mpox em 2026; cinco novos estados notificam a doença
Mpox - Foto: Reprodução

O Brasil registrou 136 casos de Mpox em 2026, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde. Do total, 129 estão confirmados e sete são classificados como prováveis. Na última semana, cinco estados notificaram a doença pela primeira vez neste ano.

A maior parte das ocorrências está em São Paulo, que concentra 86 registros. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (19), Rondônia (10), Minas Gerais (7), Rio Grande do Sul (3), Paraná (2), Santa Catarina (1) e o Distrito Federal (1).

No boletim epidemiológico mais recente, os estados de Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Pará e Sergipe passaram a registrar casos da doença pela primeira vez em 2026. O Rio Grande do Norte notificou três ocorrências, enquanto os demais estados tiveram um caso cada.

De acordo com o ministério, 11 pacientes precisaram ser hospitalizados até agora. Outros 570 casos suspeitos seguem em investigação em diferentes regiões do país. O perfil epidemiológico indica predominância entre homens brancos, com idade média de 33 anos.

Entre os registros confirmados, 46 apresentaram coinfecção com o vírus da HIV e 29 estavam associados a outras infecções sexualmente transmissíveis.

Apesar do aumento recente de notificações, o total deste ano permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando quase 400 casos haviam sido confirmados entre janeiro e março. Ainda assim, autoridades sanitárias mantêm vigilância diante da identificação de uma nova variante do vírus no Reino Unido.

Segundo a UK Health Security Agency, a nova variante reúne características de dois subtipos do vírus: o clado 1, associado a quadros mais graves, e o clado 2, responsável pelo surto global iniciado em 2022.

Transmissão e sintomas

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a mpox pode ser transmitida por contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais portadores do vírus. A transmissão também pode ocorrer durante relações sexuais, fator que contribuiu para a disseminação global da doença a partir de 2022.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores musculares, fadiga e aumento dos linfonodos. Em seguida, surgem lesões na pele, geralmente em forma de bolhas, que podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés ou na região genital. O período de incubação varia de seis a 13 dias, podendo chegar a três semanas.

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em duas a três semanas. A prevenção inclui higienização frequente das mãos e evitar contato com pessoas infectadas. No Brasil, a vacinação está disponível para grupos específicos, como pessoas que vivem com HIV com baixa contagem de células CD4 e profissionais que trabalham com vírus da família Orthopoxvírus em laboratórios.