‘Sicário’, chefe de segurança de Vorcaro, tenta se matar na prisão
Luiz Mourão tentou tirar a própria vida na sede da Polícia Federal em Minas Gerais, mas foi reanimado por agentes
Reportagem publicada pelo jornal O Globo no fim da tarde desta quarta-feira (4) informa que Luiz Mourão, chefe de segurança do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tentou se matar há poucos instantes na sede da Polícia Federal em Minas Gerais.
Mourão é um dos homens que foram instruídos por Vorcaro a realizar um assalto, “dar um pau” e “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo.
Os agentes da PF mineira durante 30 minutos tentaram reanimá-lo e foram bem sucedidos. Mourão é apelidado de “Sicário”. “A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”, diz nota da PF.

Quem é Mourão
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão é dono de uma extensa ficha criminal. De acordo com a PF, ele recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro em troca de serviços comparados por investigadores aos de uma “milícia”.
Também conhecido como “Mexerica” em Minas Gerais, já foi alvo de uma série de mandados de prisão, embora sempre tenha conseguido ser liberado, e chegou a ser investigado pela PF por estelionato, segundo fontes ouvidas pela equipe do blog.
Também foi indiciado por uma longa lista de tipificações do Código Penal e da legislação como os de furto qualificado, estelionato, associação criminosa e falsificação de documentos, evasão de divisas, concurso de pessoas (quando duas ou mais pessoas atuam juntas para a prática de um crime), e crime continuado (quando o ilícito é praticado de forma contínua no tempo, no modo de execução ou no mesmo local) entre 2006 e 2009.
Entre as atividades ilícitas relatadas à equipe da coluna por pessoas familiarizadas com a ficha de Sicário estão roubo de veículos para desmanche, golpes na internet e clonagem de cartões de crédito.
Em 2020, ele foi alvo de um mandado de prisão temporária em um processo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Contagem (MG), voltada para crimes contra a ordem tributária.
Ainda assim, continuava solto e, segundo investigadores que o monitoravam, estava rica. Nos bairros nobres de BH, costumava esbanjar posses, incluindo uma Ferrari.