UNANIMIDADE

STJ nega recurso e mantém Sérgio Camargo na Fundação Palmares

DPU alegava que o currículo e o histórico de Camargo "o habilitam exclusivamente para causar a deletéria redução da proteção ao direito à igualação dos negros"

Justiça de Brasília proíbe presidente da Fundação Palmares de exonerar funcionários
Justiça de Brasília proíbe presidente da Fundação Palmares de exonerar funcionários (Sérgio Camargo na Fundação Palmares Foto: Reprodução / Redes sociais)

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quarta-feira, por unanimidade, um recurso que pedia a suspensão da nomeação de Sérgio Camargo na presidente da Fundação Cultural Palmares.

Camargo foi nomeado para a presidência da Fundação Palmares pelo ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, mas, em dezembro de 2019, a Justiça do Ceará acatou uma ação civil pública que pedia a suspensão de Camargo.

No dia 12 de fevereiro, porém, o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, derrubou a decisão que suspendia a nomeação do jornalista, acatando um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU).

Após a decisão do ministro Noronha, a DPU recorreu. Na peça, a defensoria alegava que o currículo e o histórico de Camargo “o habilitam exclusivamente para causar a deletéria redução da proteção ao direito à igualação dos negros”.

As alegações, no entanto, não foram suficientes para que o colegiado reconsiderasse a decisão. Em um julgamento rápido, os magistrados mantiveram Camargo no cargo.

O presidente da Fundação Palmares é um usuário assíduo de redes sociais, onde já teve sua conta suspensa por postagens consideradas ofensivas. Ele já defendeu a extinção do movimento negro, o fim do feriado da Consciência Negra, criticou manifestações culturais ligadas à população negra e atacou personalidades como Taís Araújo,  Lázaro Ramos e a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018.