60 ilhas e 5 mil metros de piscinas: conheça resort comprado por goiano e que pertenceu à família Toffoli
Empresa citada no caso Banco Master realizou aporte de R$ 4,3 milhões para comprar ações do resort. Advogado, que defendeu JBS, nega
O Tayayá Resort, empreendimento de luxo que pertenceu à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, e que foi comprado pelo advogado goiano Paulo Humberto, possuí mais de 5 mil m² de piscinas, restaurantes, cinco bares, além de salão de jogos. O complexo fica em Ribeirão Claro (PR).
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De acordo com o próprio site do resort, o lugar conta ainda com “paisagens paradisíacas, relevos montanhosos com mais de 60 ilhas e 400 quilômetros de águas cristalinas repleto de quedas d’água e belezas naturais”.
Empresas de diferentes segmentos — do agronegócio à tecnologia — já realizaram convenções, retiros e encontros de planejamento no Tayayá. Na plataforma digital do complexo, as diárias têm preço inicial de R$ 1,3 mil por noite.

Ligação com Toffoli e Daniel Daniel Vorcaro
A aquisição do resort luxuoso, que tinha como acionistas irmãos e um primo do ministro, iniciou em 2024 e foi finalizada em 2025, de acordo com o advogado que defendeu a JBS dos irmãos Batista. Um fundo de investimento gerido pela empresa Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia — citada no caso Master — realizou um aporte de R$ 4,3 milhões para comprar ações do resort, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de outubro de 2025.
A Arleen é administrada pela Reag, citada na operação Carbono Oculto por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Ao Mais Goiás, Paulo negou envolvimento com a empresa ou o aporte financeiro.
“Iniciei as aquisições de participação em dezembro de 2024. O empreendimento tinha 6 sócios distintos, fui adquirindo as cotas sociais dos demais sócios e terminei a aquisição em outubro de 2025. Não utilizei recursos de terceiros para essas aquisições. Não conheço ninguém da Reag”, afirmou.
A Reag pertence ao bancário Daniel Vorcaro, principal nome por trás do Banco Master. A instituição e o empresário são investigados por organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira e manipulação de mercado e lavagem de capitais. Dias Toffoli, por sua vez, é relator do caso na Suprema Corte.
O ministro tem imposto restrição de acesso às provas obtidas na investigação e isolado a Polícia Federal (PF) da análise dos materiais apreendidos. Um relatório do Banco Central enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master e fundos administrados pela Reag estruturaram operações em desacordo com normas do Sistema Financeiro Nacional, com falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez. As fraudes superam a bagatela de R$ 16 bilhões.
