Sábado, 22 de Agosto de 2026
Nada de papo

Ação civil pública solicita instalação de bloqueadores de celular nas unidades prisionais de Goiás

Serviço foi interrompido em 2018 por falta de pagamento. DGAP afirma que solução é ineficiente

Da Redação
Por - Goiânia, GO
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Uma ação civil pública (ACP) solicita que o governo do Estado retome a instalação de bloqueadores de celular em unidades prisionais (UP) de Goiás. A medida pede que o Palácio das Esmeraldas contrate, em um período de seis meses, uma nova empresa para prestar o serviço, interrompido há mais de um ano por falta de pagamento.

O documento pede também que uma licitação para a escolha da empresa seja feita no prazo de 60 dias. O autor da ACP, promotor Marcelo Celestino, acredita que a medida é importante para coibir a comunicação de detentos com criminosos em liberdade.

“[A falta dos bloqueadores] coloca em risco a população, tendo em vista que as lideranças das facções criminosas estão dentro do complexo prisional fazendo comunicação externa, determinando o cometimento de crimes”, ressaltou Marcelo.

O promotor afirmou ainda que, desde que o serviço foi interrompido, em maio de 2018, nenhuma licitação foi aberta para que novos bloqueadores fossem instalados nas UPs do estado.

Resposta

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) afirmou, por meio de nota, que os bloqueadores mostraram-se ineficientes para impedir a comunicação externa dos reeducandos. O órgão informou também que realiza diariamente a revista em todas as celas de todas as UPs do estado. Confira a nota na íntegra.

“A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informa que não há um registro específico de apreensões de aparelhos celulares no sistema de dados da instituição, e sim um registro geral de apreensões de materiais ilícitos, o qual é reservado à segurança penitenciária.

A DGAP ressalta que diariamente são executadas revistas em todas as celas das unidades prisionais do Estado para coibir o acesso de presos a materiais ilícitos ao ambiente do cárcere, zelando, desta forma, pela manutenção da ordem e segurança penitenciária. 

Em relação ao uso de tecnologia de bloqueadores de sinais de celulares, a instituição reitera que os serviços apresentados demonstraram ineficiência na execução de suas finalidades e que não há dispositivos dessa natureza instalados nas unidades prisionais.”

Com informações de G1

 

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