JULGAMENTO

Acusado de matar namorada e forjar suicídio vai a júri popular em Goiânia

Acusado de matar a namorada Ana Beatriz Gonçalves Silva, de 17 anos, e tentar forjar…

Acusado de matar namorada e forjar suicídio vai a júri popular em Goiânia
Acusado de matar namorada e forjar suicídio vai a júri popular em Goiânia (Foto: Reprodução e GCM)

Acusado de matar a namorada Ana Beatriz Gonçalves Silva, de 17 anos, e tentar forjar um suicídio, Luiz Henrique Fernandes Feitosa da Silva enfrenta o Tribunal do Júri de Goiânia na quarta-feira (4), às 8h30. O julgamento será presidido pelo juiz Jesseir Coelho. O réu responde por homicídio com quatro qualificadoras, sendo elas motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além do crime de fraude processual.

Consta nos autos que a vítima foi encontrada em casa, no Parque Anhanguera II, em Goiânia. Ela estava caída no quintal e o companheiro não saía de perto do corpo, quando a Guarda Civil Metropolitana (GCM) chegou. Ele alegava que ela teria se matado, mas, posteriormente, a perícia constatou que Ana Beatriz foi assassinada. Segundo os peritos, a adolescente apresentava lesões nas mãos e nos pés, e tinha marcas nos joelhos que indicavam que ela ficou ajoelhada antes de morrer. O suspeito, entretanto, disse que a encontrou sentada.

Aos agentes da Guarda Civil Metropolitana, ele relatou o seguinte: “Estávamos dormindo juntos. Cedo, ela saiu para trabalhar e eu permaneci dormindo. Quando acordei, a encontrei deitada no quintal, sem vida.” Segundo testemunhas, a adolescente e o suspeito já brigaram em público. Ele já havia tentado agredi-la no local de trabalho da vítima. Além disso, vizinhos do casal relataram ter ouvido diversas discussões entre eles. Naquele momento, Luiz foi preso.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por ciúmes de uma tatuagem feita pela vítima. A acusação aponta que Luiz Henrique subjugou a adolescente no quintal da residência e a fez ficar de joelhos contra um poste. Ele utilizou um cabo de fibra ótica para estrangulá-la.

Após o assassinato, o denunciado tentou simular um suicídio ao posicionar o corpo da vítima sentado e acionar a Guarda Civil. Ele disse que a havia encontrado morta ao acordar, conforme o MP. O órgão sustenta, ainda, que o réu agiu com desejo de domínio e menosprezo à condição de mulher.