Emergência Urbana

Alertas de tempestade em Goiânia: entenda a diferença entre níveis severo e extremo

A Defesa Civil municipal disparou quase 10 avisos para orientar moradores e motoristas durante a forte chuva desta segunda (5)

Diferentes alertas
Alertas diretos foram enviados a celulares após registros de alagamentos e bloqueios de vias (Foto: reprodução)

Durante o forte temporal desta segunda-feira (5), em Goiânia, quase dez alertas diretos de emergência foram emitidos somente na capital, sendo cinco em menos de duas horas. Diante do volume elevado de chuvas e dos transtornos registrados, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Defesa Civil Municipal, detalhou, ao Mais Goiás, o funcionamento dos alertas severo e extremo enviados à população durante o período chuvoso, além de explicar as ferramentas de monitoramento e prevenção disponíveis.

De acordo com órgão, o alerta severo tem caráter preventivo e é acompanhado por uma notificação sonora padrão, enquanto o alerta extremo, com sinal sonoro mais intenso, é acionado quando há risco iminente à segurança das pessoas, como em casos de enxurradas, alagamentos intensos ou transbordamento de córregos. Ambos utilizam a tecnologia Cell Broadcast (CBS), que envia mensagens automáticas em tempo real para celulares localizados nas áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio, mesmo quando os aparelhos estão no modo silencioso.

Segundo o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Robledo Mendonça, o alerta severo é ativado quando os pluviômetros registram índices críticos de chuva, em torno de 10 milímetros em dez minutos, indicando precipitação de moderada a forte intensidade. O objetivo é permitir que a população se prepare e tenha condições de reagir antes que a situação se agrave.

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Imagem do pluviômetro
Em menos de duas horas, Goiânia recebe cinco alertas de emergência durante temporal (Divulgação Defesa Civil)

Monitoramento pluviométrico

Ao Mais Goiás, André Amorim, gerente do Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo), explicou que a eficiência dos alertas está diretamente ligada à estrutura de monitoramento instalada no Estado. Em Goiânia, são acompanhados 25 pontos estratégicos por meio de pluviômetros distribuídos pela capital. Já no interior, todos os municípios contam com ao menos um equipamento de medição.

Ao todo, Goiás conta com cerca de 280 equipamentos em operação, distribuídos pelos 246 municípios, o que permite identificar em tempo real onde está chovendo e a intensidade das precipitações, ampliando a capacidade de alerta à população. Segundo André Amorim, esse monitoramento torna os avisos mais eficientes. “Hoje, todo o nosso trabalho está voltado para ampliar a capacidade de resposta e prevenção”, destacou.

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