Goiás prevê R$ 28 milhões para criar centro voltado a pesquisas com terras raras
Convênio de R$ 28 milhões prevê a criação de estrutura voltada à pesquisa, inovação e desenvolvimento de tecnologias
O Governo de Goiás formalizou a criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral (CCTM), da Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio de um convênio de R$ 28 milhões. A informação consta no Diário Oficial do Estado divulgado na quarta-feira (8). A unidade será instalada em Aparecida de Goiânia e terá como foco pesquisas aplicadas e o desenvolvimento de tecnologias para minerais críticos, como as terras raras.
O centro será implantado na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UFG) e reunirá laboratórios de caracterização mineral, processamento mineral, desenvolvimento de rotas tecnológicas, plantas-piloto para testes em escala e espaços destinados à pesquisa aplicada, inovação e transferência de tecnologia. A proposta é aproximar universidade, governo e setor produtivo para desenvolver soluções voltadas ao aproveitamento e beneficiamento de minerais estratégicos.
Uma das principais frentes do CCTM será o desenvolvimento de rotas tecnológicas para minerais críticos, com destaque para as terras raras, grupo de elementos considerados essenciais para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, baterias, equipamentos eletrônicos e outras tecnologias ligadas à transição energética. Também estão previstas pesquisas sobre agrominerais, remineralizadores de solo, minerais para construção civil, gemas e outros insumos minerais com potencial econômico.
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Na prática, o novo centro busca ampliar a capacidade de Goiás de realizar pesquisas e testes tecnológicos, etapa considerada estratégica para que o estado avance além da extração mineral. A estrutura deverá ser utilizada para ensaios de processos, caracterização de materiais, testes de escalabilidade, validação tecnológica e formação de profissionais especializados.
Segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna, a iniciativa representa uma continuidade do Plano Estadual de Recursos Minerais e pode contribuir para que Goiás avance na verticalização da cadeia produtiva das terras raras. “Assim, poderemos, no futuro, não apenas exportar o minério, mas também desenvolver tecnologias a partir desses minerais já processados”, afirmou.
Apesar da formalização do convênio, ainda não foram divulgados detalhes sobre o cronograma físico de implantação do centro, o início das obras, a divisão dos recursos entre construção, aquisição de equipamentos, bolsas de pesquisa e custeio operacional, nem quais empresas participarão dos futuros projetos de pesquisa aplicada.
O convênio foi firmado entre a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape). Conforme o extrato publicado no Diário Oficial do Estado, o acordo é fundamentado no Plano Estadual de Recursos Minerais (PERM-GO) e terá vigência de 60 meses.
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