Após matar para roubar R$ 500, mulher manda mensagem para dono de bar apagar imagens de câmeras de segurança
Suspeita, que tem 32 anos, mudou de endereço quatro vezes após o crime, ocorrido no início de janeiro em um bar em Aparecida de Goiânia
Uma mulher de 32 anos foi presa temporariamente nesta segunda-feira (9) suspeita de ter ser a autora de um latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no início deste ano em um bar no Jardim Tiradentes, em Aparecida de Goiânia. Após o crime, a mulher enviou duas mensagens pedindo para o dono do bar apagar as imagens das câmeras de segurança.
Franciney de Sousa, de 39 anos, foi atacado com uma facada no peito na noite do dia 11 de janeiro logo após pagar a conta em um bar para onde havia ido sozinho. Ao investigar o caso, os agentes do 5º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia chegaram ao nome de uma usuária de drogas que, segundo relatos, era bastante temida na região.
“Trata-se de uma usuária de cocaína que sempre ameaçava vizinhos e comerciantes, e que naquela noite ficou do lado de fora, do outro lado da rua, observando o movimento no bar, que estava cheio, para ver quem tinha dinheiro. Quando o Franciney acabou de pagar a conta dele no caixa ela se aproximou, esbarrou nele, puxou a carteira, e quando ele tentou segurar, recebeu uma facada no peito”, descreveu o delegado Carlos Levergger, titular do 5º DP de Aparecida.
No dia seguinte ao crime, a suspeita mandou duas mensagens via Whatsapp pedindo para que o dono do bar apagasse as imagens, e perguntando se a polícia já tinha ido atrás do vídeo. “Nas imagens que recebemos não dá para ver o momento do assassinato, por isso repassamos elas para a perícia, e, se ficar comprovado que foram adulteradas, o dono do bar será indiciado por fraude processual”, pontuou o delegado.
A suspeita de ter cometido o latrocínio, que segundo Carlos Levergger mudou quatro vezes de endereço após o assassinato, foi localizada em um barracão no Setor Colina Azul por policiais militares, que trabalharam em conjunto com agentes do 5º DP de Aparecida de Goiânia. O delegado disse que após a conclusão do inquérito, irá solicitar, junto ao poder judiciário, a transformação da prisão da mulher, de temporária, para preventiva.