PLANO DIRETOR

Arborização antiga: Amma explica por que árvores de Goiânia não suportam temporais

Pasta faz a fiscalização diária que pode resultar em poda ou substituição

Arborização antiga: Amma explica por que árvores de Goiânia não suportam temporais
Arborização antiga: Amma explica por que árvores de Goiânia não suportam temporais (Foto: Amma)

O temporal de quarta-feira (8) resultou na queda de árvores em diversos parques de Goiânia. Segundo a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), existe no Plano Direto de Arborização Urbana do município a previsão da revisão técnica da arborização da cidade. Em muitos casos, a idade faz com que essas plantas simplesmente não suportem as chuvas fortes que têm acometido a cidade.

Wanessa de Castro, bióloga e analista ambiental da Amma, explicou que a pasta possui sete analistas concursados que vão a campo diariamente para avaliar as árvores. “Raiz, caule e copa.” Ela cita que Goiânia possui arborização em final de ciclo, com plantações desde a década de 1930.

“Elas [as árvores] sofrem pressão, o que facilita que microorganismos as atinjam. Então, fazemos a poda ou as substituições com base na avaliação do local. A preferência é sempre por espécies nativas, mas em passeios públicos, às vezes, recomendamos espécies exóticas que evoluam mais rápido e não causem conflito. São consideradas a largura da calçada, bem como a fiação.”

Wanessa explica que, em caso de parques, praças e canteiros centrais, a fiscalização cabe diretamente à Amma. Já em passeios públicos, o próprio contribuinte pode solicitar. Após a verificação, as possibilidades são a poda ou a substituição. “Depende da análise técnica.”

Não há um dado acerca do número de árvores que precisam de substituição, mas Wanessa reforça que todos os dias chegam processos. A bióloga levanta para o Mais Goiás o número de podas e substituições de janeiro até 9 de abril. Esta matéria poderá ser atualizada.

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In loco

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), visitou o Parque Sabiá nesta quinta-feira (9), para registrar os danos causados pelo forte temporal que atingiu a capital na quarta-feira (8). No local, ele observou que várias árvores foram derrubadas pelo vento e citou que muitas delas possuíam raízes superficiais ou já estavam com a estrutura comprometida. Segundo ele, a prefeitura realiza uma revisão técnica em toda a arborização da cidade para identificar exemplares em risco e prevenir acidentes.

“Nós estamos revisando toda a parte arbórea da cidade, para não cair em cima de um carro, como caiu esses dias. Árvores que estão brocadas [SIC]… Mas vamos replantar outras novinhas, espécies que sejam importantes para esse parque e que tenham boa condição de raízes também.”

Ao Mais Goiás, a Agência Municipal do Meio Ambiente informou que houve quedas de árvores nos seguintes parques: Flamboyant (1), Flores (2), Macambira (3), Itália (2), Botafogo (2), Leolídio (6) e Sabiá (18).

Chuva em Goiânia na quarta-feira

Dados do Centro de Informações Hidrológicas e Meteorológicas (Cimehgo) indicam que o volume de chuva chegou a 99,2 mm na região Norte, na quarta-feira. O temporal provocou alagamentos e quedas de árvores em Goiânia.

Como medida de resposta, a prefeitura anunciou que fará o replantio de mudas novas e de espécies mais resistentes, adequadas ao ambiente urbano e com raízes mais profundas. A iniciativa busca aumentar a segurança da população e garantir que a infraestrutura verde da capital suporte melhor os futuros eventos climáticos.

árvores 1
(Foto: Amma)

Parques e quedas:

  • Parque Sabiá – Vila Jardim Vitória (18 árvores)
  • Parque Leonídio di Ramos Caiado – Setor Goiânia 2 (6 árvores)
  • ⁠Parque Itália – Residencial Itália (2 árvores)
  • ⁠Parque Macambira – Bairro Faiçalville (3 árvores)
  • ⁠Parque das Flores – Jardim Balneário Meia Ponte (2 árvores)
  • ⁠Parque Flamboyant – Jardim Goiás (1 árvore)
  • Parque Botafogo – Setor Central (1 árvore)

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