Sábado, 08 de Agosto de 2026
AUDITORIA

‘As três maternidades de Goiânia possuem problemas estruturais’, diz auditor do DenaSUS

Diretor do Ministério da Saúde se reuniu com secretário de Saúde da capital nesta quarta-feira

Por - Goiânia, GO
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'As três maternidades de Goiânia possuem problemas estruturais', diz auditor do DenaSUS

O diretor nacional do departamento de auditorias do SUS (DenaSUS), Rafael Bruxellas, disse que todas as três maternidades de Goiânia possuem problemas estruturais. A fala ocorreu nesta quarta-feira (28), após reunião com o secretário de Saúde de Goiânia, Luiz Gaspar Pellizzer, na sede da Prefeitura de Goiânia.

“Cada uma é uma situação específica. Temos maternidades que não estão atuando com capacidade máxima, maternidades que estão com sobrecarga e maternidades com leitos e serviços que não estão sendo utilizados neste momento”, afirmou. “Todo esse processo será objeto da auditoria”, completou ao informar que o prazo para apresentação de resultados deve ser de quatro meses.

Na segunda-feira (26), o DenaSUS começou uma auditoria federal nas maternidades públicas da capital. A inspeção ocorre após denúncias de colapso no atendimento materno-infantil formalizadas pela vereadora Aava Santiago (PSDB) ao Ministério da Saúde. Ainda nesta quarta, Bruxelas afirmou: “A nossa grande preocupação é que o governo tem aumentado os repasses federais para o Fundo Municipal de Saúde. Esses repasses estão sendo utilizados nas maternidades? Quanto desses repasses estão sendo utilizados?”

Maternidades de Goiânia

O secretário de Saúde de Goiânia, Luiz Pellizzer, informou nesta quarta-feira que vai solicitar oficialmente ao DenaSUS a inclusão dos anos de 2022, 2023 e 2024 no escopo da auditoria em curso nas maternidades públicas da capital. A medida foi comunicada durante reunião com o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas. Ele ainda criticou a postura da vereadora Aava.

“O que nos espanta é ela ter solicitado essa auditoria apenas para 2025, ignorando o que aconteceu na saúde municipal na gestão Rogério Cruz e Wilson Pollara. Já que ela não solicitou a auditoria para os anos anteriores, nós mesmos vamos solicitar. Precisamos entender o que aconteceu para a situação ficar caótica daquele jeito. Foi uma crise sem precedentes”, afirmou Pellizzer.

O ex-secretário Wilson Pollara chegou a ser preso em 2024, acusado de envolvimento em esquema de pagamentos irregulares em contrato administrativo e por associação criminosa dentro da Secretaria Municipal de Saúde. Após a saída do ex-titular, outros dois nomes passaram pela titularidade da pasta, antes de uma intervenção decretada pelo governador Ronaldo Caiado (UB), a pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).

Pellizzer argumenta que os efeitos da gestão anterior ainda impactam a atual administração. De acordo com ele, foi necessário o apoio do Governo de Goiás para que parte da rede fosse mantida funcionando. “A situação deixada foi de colapso. A auditoria precisa compreender as causas da crise, não apenas os desdobramentos atuais”, disse.

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