INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Atentado com drones e granada em Itaberaí foi motivado por dívida de R$ 1,5 milhão, diz polícia

Três pessoas foram presas nesta semana no Mato Grosso quando retornavam para Goiás

Atentado com drones e granada em Itaberaí foi motivado por dívida de R$ 1,5 milhão
Atentado com drones e granada em Itaberaí foi motivado por dívida de R$ 1,5 milhão (Foto: Reprodução - TV Anhanguera)

O atentado com drones e granada, que não foi realizado por uma falha na execução, entre 15 e 17 de janeiro, foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO). O alvo era um produtor rural e o artefato seria solto no quintal da casa onde vive com a família. Três pessoas foram presas no Mato Grosso quando retornavam para Goiás, na segunda-feira (2).

À TV Anhanguera, o delegado Samuel Moura disse que a distância entre o local da operação e a residência pode ter interferido no sinal e atrapalhado a execução. A vítima e sua família estavam em casa na data do fato. Na primeira tentativa, a granada ficou presa no drone, que não retornou após atingir uma palmeira. Eles, então, enviaram outro equipamento para resgatar o primeiro com uma corda, que também caiu.

Segundo o delegado, tanto os drones quanto a granada foram adquiridos em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. No fim de semana, eles retornaram ao local. Dois deles, quando foram presos, estavam com outra granada e uma pistola. O terceiro foi detido em Primavera do Leste (MT), que seria a “base” da quadrilha.

O delegado explicou que a granada é uma M7, de uso militar. Conforme as investigações, os suspeitos não tinham recursos para adquirir esses itens. Agora, a corporação apura se o credor da dívida tem relação com o caso ou se teria vendido o débito para grupos de cobrança. O intuito é saber acerca de um suposto apoio que o grupo teria na execução do plano.

Os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, para dificultar a identificação. Eles também usavam telefone registrados em CPFs de terceiros. Mesmo após a primeira tentativa de cometer o crime falhar, eles seguiam fazendo ameaças à vítima.

Operação Cobrança Final

A Operação Cobrança Final cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos. O ataque só não foi bem-sucedido porque os dois drones colidiram com uma palmeira no jardim de uma casa, localizada na Vila Leonor, em Itaberaí. Com a queda das aeronaves, a proprietária encontrou os artefatos e acionou a Polícia Militar.

No dia dos fatos, devido ao alto poder de destruição dos explosivos, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Goiânia foi acionado para realizar a detonação controlada no local. Desde então, a Polícia Civil, por meio de inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones, trabalhou para identificar os operadores e os mandantes do crime.

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