Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026
Polícia Militar

Caso Mateus: Corregedoria da PM indicia capitão por lesão corporal grave

Augusto Sampaio foi autor da pancada que deixou estudante ferido na testa durante protesto em Goiânia no último mês de abril

Por - Goiânia, GO
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A Corregedoria da Polícia Militar de Goiás concluiu na última sexta-feira (9), o inquérito que apura a agressão praticada pelo Capitão Augusto Sampaio com um golpe de cassetete contra o estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, durante um protesto realizado no último dia 28 de abril na Praça do Trabalhador, em Goiânia. No inquérito, que agora será encaminhado à Justiça Militar, o capitão foi indiciado por lesão corporal grave, crime que tem pena prevista de um, a quatro anos de reclusão, e que pode culminar com a exclusão do oficial dos quadros da Polícia Militar de Goiás.

Durante 39 dias, a Corregedoria da PM, segundo o tenente coronel Denilson de Araújo Brito, responsável pelo inquérito, ouviu 26 pessoas, entre elas o capitão Augusto Sampaio. “Os depoimentos, as imagens, e o laudo médico, mesmo ainda não tendo sido concluído, já que o Mateus foi liberado, mas ainda não recebeu alta, fizeram com que chegássemos à conclusão de que o capitão deve responder por esse delito. O inquérito agora está sendo remetido à Justiça Militar, que encaminhará o mesmo para apreciação do Ministério Público, que é quem oferecerá, ou não, a denúncia contra o oficial. Nossa parte na investigação termina aqui”, pontuou o tenente coronel.

O inquérito da PM é semelhante ao concluído na semana passada pela Polícia Civil, que também indiciou o capitão por lesão corporal grave e abuso de autoridade. “Nós não temos competência para apurar abuso de autoridade, já que esse é um crime de responsabilidade civil”, concluiu Denilson de Araújo Brito. Por determinação do comandante geral da PM, coronel Divino Alves, desde a época da agressão, o capitão Sampaio foi retirado do serviço operacional, e realiza apenas funções burocráticas dentro da corporação.

Internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Mateus Ferreira, que foi atingido na testa, se recuperou e 11 dias depois foi liberado, mas no último dia 18 de maio passou por um segundo procedimento para preencher com cimento cirúrgico uma perda óssea na testa, acima da sobrancelha. A previsão dos médicos é a de que ele não precisará mais voltar ao hospital.

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