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Avó que fugiu de violência no Maranhão enfrenta despejo com neto especial em Luziânia

Denice Rodrigues fugiu do Maranhão para não morrer e hoje luta para criar a família em Goiás; vaquinha online busca arrecadar entrada para casa própria

Avó que fugiu de violência no Maranhão enfrenta despejo com neto especial em Luziânia
Avó que fugiu de violência no Maranhão enfrenta despejo com neto especial em Luziânia (Foto cedida ao Mais Goiás)

Denice Rodrigues tem uma semana para deixar o apartamento onde mora com cinco filhos e o neto Paulo Henrique, de quase 2 anos, que é especial. Há cerca de dez anos, ela deixou o Maranhão e se mudou às pressas para Luziânia, onde vive de aluguel.

A mudança ocorreu devido às constantes violências cometidas pelo pai de seis de seus filhos. “Vim para cá em 2016. Foi o ano em que saí do Maranhão para não morrer”, afirmou ao Mais Goiás. Divorciada, ela reconstruiu a vida em Goiás e teve outras duas crianças — atualmente, três não vivem com ela. Hoje, contudo, ela sustenta a família, sem suporte de nenhum dos pais, e com ajuda do filho mais velho.

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Inclusive Paulo, que é filho do mais velho de Denice, tem Síndrome do X Frágil. Trata-se de uma condição genética que exige acompanhamento com neuropediatra, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Com as dificuldades de pagar o aluguel, a família pode ir para a rua. “Eu atrasei dois meses, devo R$ 700 de cada aluguel (R$ 1.400). Vamos ter que nos mudar.”

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O netinho Paulo (Foto cedida ao Mais Goiás)

Segundo a avó, a mãe da criança recém-completou 18 anos, mas não tem condições de cuidar do filho sozinha. Já o pai trabalha de bico e o que ganha mal cobre o básico. É Denice a principal cuidadora do menino, quem o leva às terapias e garante o dia a dia.

Ela revela, ainda, que o SUS demora a fornecer a assistência que Paulo Henrique precisa. Enquanto isso, ela arca com os custos, o que impactou diretamente na moradia da família. “Só preciso de ajuda para continuar, criar meus filhos e agora do netinho que é especial”, disse. “Agora, a gente conseguiu a terapia dele com a ajuda da escola”, revela uma boa notícia.

Contudo, neste mês, ela criou uma vaquinha online para tentar arrecadar o suficiente para ter uma casa própria. Ela pede ajuda para conseguir alcançar o valor de entrada: R$ 50 mil.

“Trabalho incansavelmente dia e noite, mas juntar R$ 50.000 para a entrada da nossa casa própria parece um sonho distante. Esse valor é para garantir ao Paulo Henrique um quarto seguro para ele dormir tranquilo. É para que ele tenha espaço para se desenvolver e engatinhar durante as terapias. Mais do que isso, é para que meus 8 filhos finalmente tenham um lugar fixo para chamar de lar, onde possamos viver em paz”, escreve na campanha.

A vaquinha está disponível em https://vaquinhadorazoes.com/vaquinha/0205264906.