SAÚDE

Caldas Novas em alerta: hospital registra aumento de 204% na procura em janeiro

Foi observado um aumento de aproximadamente 204% em um dos hospitais

Foto do HMNSA
Casos de dengue e chikungunya sobrecarregam unidades de saúde, em Caldas Novas (Foto: HMNSA)

Desde o início do ano de 2026, Caldas Novas tem enfrentado um aumento significativo de casos de dengue e chikungunya, em comparação com o mesmo período de anos anteriores. Tanto a UPA do município como o Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida relataram estar passando por um momento delicado.

Segundo a secretaria de saúde, a UPA tem recebido mais pacientes do que sua capacidade, boa parte com sintomas de dengue e chikungunya. Com isso, foi implantado um atendimento especial na Estratégia Saúde Família (ESF), denominado Recanto dos Eucaliptos. Os atendimentos começaram na terça-feira (13/01) e já tem média de 100 atendimentos por dia.

Já de acordo com o administrador do Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida, Marcos Vinícius, na unidade foi observado um aumento de aproximadamente 204% nos primeiros 14 dias de janeiro, comparado ao período equivalente de dezembro. Apesar do aumento expressivo da procura pelo pronto-socorro, a estrutura do hospital tem se mantido suficiente para absorver a demanda.

“Houve a necessidade de ampliação das escalas médicas e de enfermagem, com aumento do número de profissionais em plantão, o que permitiu manter a segurança e a qualidade do atendimento”, afirmou o administrador. Não foi observado nenhum aumento desproporcional de internações por dengue ou chikungunya.

Ainda segundo o administrador, estão sendo realizados “adequações estruturais no pronto-socorro, com ajustes de fluxo e organização do espaço físico, para garantir um atendimento mais ágil, humanizado e seguro durante esse período de maior demanda.”

Caldas Novas decreta calamidade pública por epidemia de dengue

O prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra (MDB), decretou na terça-feira (13) situação de calamidade pública devido a uma epidemia de dengue e ao risco de disseminação de outras arboviroses. O prazo é de 90 dias e poderá ser prorrogado conforme evolução do cenário epidemiológico.

Segundo a prefeitura, há 87 casos suspeitos de dengue e 36 casos suspeitos de chikungunya apenas nesses primeiros dias do ano. Os números representam um aumento exponencial atípico em comparação com o mesmo período de anos anteriores. Como justificativa para o decreto, o executivo aponta superlotação do Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida, o que tem provocado sobrecarga nos serviços de saúde do município.

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