Daiane foi morta com dois tiros na cabeça fora do condomínio onde morava, diz PCGO
Laudo pericial confirma que corretora foi levada viva para área de mata antes de ser executada com dois tiros na cabeça
A conclusão da investigação sobre o homicídio de Daiane Alves é de que o síndico Cléber Rosa atacou a corretora com algum instrumento, retirando a vítima ainda viva de dentro do prédio. Dois disparos foram feitos e atingiram o crânio da corretora. Perícia afirma que os projéteis foram deflagrados, provavelmente, em região de mata.
Os levantamentos periciais indicam que o ataque inicial no subsolo do condomínio teve como objetivo a incapacitação imediata da vítima. O uso de um instrumento contundente permitiu que o agressor dominasse a corretora sem o barulho de disparos de arma de fogo dentro da edificação, o que poderia alertar outros moradores. Daiane foi colocada na caminhonete do síndico ainda com sinais vitais, sendo transportada em estado de vulnerabilidade.

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Execução em local ermo
A análise da ossada e dos vestígios encontrados às margens da GO-213 confirmou que a execução final ocorreu em ambiente externo. Os dois disparos na região craniana foram os causadores da morte, realizados após o trajeto de cerca de 15 quilômetros. O fato de os projéteis terem sido deflagrados na mata reforça a tese de premeditação, uma vez que o autor buscou um local onde o som dos tiros não pudesse ser identificado.

A ausência de estojos ou vestígios de disparos no subsolo do prédio já havia levado os investigadores a suspeitarem que o homicídio havia sido concluído em outro ponto. A confirmação técnica veio com o cruzamento dos laudos cadavéricos, que apontaram a trajetória dos projéteis e a ausência de reações vitais compatíveis com disparos ocorridos muito tempo antes do descarte.
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