Obstrução

Caldas Novas: Síndico mandou apagar imagens de câmeras no dia em que Daiane sumiu

Técnico relatou à Polícia Civil que foi instruído por Cléber a apagar os registros sem receber justificativas para a medida

Imagem do síndico no dia da prisão
Delegado detalha como o síndico tentou obstruir a justiça ao ordenar que técnico apagasse registros de sete câmeras do prédio (Foto: Jucimar de Sousa e Mais Goiás)

O síndico Cléber Rosa mandou apagar imagens das câmeras do condomínio onde morava no dia em que a corretora Daiane Alves desapareceu, segundo investigação da Polícia Civil. A informação foi confirmada pelo delegado André Barbosa, do Grupo de Investigações de Homicídios de Caldas Novas, que apura o caso em Caldas Novas.

De acordo com o investigador, o prédio possui 10 câmeras com gravação em DVR e uma por cartão de memória, posicionada longe do ponto onde a vítima foi abordada. O técnico responsável relatou à polícia que foi procurado pelo síndico e recebeu apenas a ordem para apagar as gravações de sete equipamentos referentes ao dia 17 de dezembro, sem explicações, e afirmou que não suspeitou de nada porque o desaparecimento ainda não havia sido divulgado.

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Imagem do celular recuperado
Equipes da Polícia Civil durante a busca pelo dispositivo que continha a prova do ataque (Divulgação PCGO)

As imagens não puderam ser recuperadas, pois o sistema sobrescreve automaticamente os arquivos. Já os registros encontrados no celular da corretora, segundo a polícia, ajudaram a esclarecer a dinâmica do crime.

Apesar da tentativa de apagar os rastros digitais no condomínio, o cerco contra Cléber Rosa se fechou após a localização da ossada de Daiane Alves, 42 dias depois do crime. Os restos mortais foram encontrados em uma área de mata fechada às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros do centro de Caldas Novas. O local, segundo a perícia, foi estrategicamente escolhido para dificultar o encontro do cadáver e o avanço das investigações.

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