Campinas é o bairro onde se compra material escolar mais barato em Goiânia, diz Procon
Pesquisa mostra que itens básicos como lápis, cadernos e colas custam até 600% a menos dependendo do bairro
O Setor Campinas é o bairro mais barato de Goiânia para a compra de material escolar em 2026. Uma pesquisa do Procon Goiás aponta que a região concentra a maioria dos menores preços encontrados na capital, especialmente em itens básicos e de uso recorrente, como lápis, borrachas, cadernos e colas. No extremo oposto, o Setor Bueno aparece com os valores mais elevados, registrando, em alguns produtos, preços até sete vezes maiores do que os praticados em Campinas.
A pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 30 de dezembro de 2025 com análise de 73 produtos em 14 papelarias distribuídas por diferentes regiões da cidade (veja lista completa abaixo). Os dados revelam que a escolha do bairro onde comprar pode representar uma economia significativa para as famílias no início do ano letivo.
Entre os produtos com maior diferença de preço, o Setor Campinas se destaca como o endereço mais vantajoso. Confira alguns dos itens mais baratos encontrados na região:
- Lápis preto nº 2 (Bic): R$ 0,80
- Apontador simples (Faber Castell): R$ 0,95
- Cola bastão 20g (Print): R$ 2,99
- Pasta plástica com elástico: a partir de R$ 2,65
- Caderno universitário espiral (10 matérias): R$ 9,99
- Caderno ata capa dura (48 folhas): R$ 4,29
- EVA liso: R$ 1,85
Outros bairros com bons preços
Além do Setor Campinas, a pesquisa também identificou preços competitivos no Setor Central e no Setor Oeste, principalmente em materiais como borrachas, tintas guache, massinhas e canetas. Já o Setor Leste Vila Nova aparece com preços pontuais mais baixos, como a cola líquida branca de 40g, encontrada por R$ 1,50.
Setor Bueno concentra os maiores preços
Em contraste com Campinas, o Setor Bueno reúne os maiores preços médios da pesquisa, especialmente em grandes redes e papelarias localizadas em áreas de maior poder aquisitivo. Produtos como lápis, cadernos e apontadores chegam a apresentar variações superiores a 600% quando comparados aos valores mais baixos encontrados em outras regiões da cidade.
“Se não pesquisar, acaba gastando muito mais”
Para a gastrônoma Karla Lobato, mãe de dois filhos, que vão cursar o 3º ano e o 8º ano, a pesquisa de preços é decisiva para não comprometer ainda mais o orçamento familiar.
“É um trabalho árduo dos pais nesse começo de ano, porque o custo é elevado. Quando você vê a diferença de uma loja para outra, percebe que, se não andar e não gastar tempo pesquisando, acaba gastando muito mais. Uma resma de papel A4, por exemplo, custava R$ 32,40 em uma loja e eu comprei por R$ 19,90. Janeiro é o mês do sufoco. Além da matrícula, tem livros, materiais e uniformes, e isso nos obriga a cortar outras coisas, como uma viagem ou até itens do supermercado”, afirma.
Orientações do Procon
O Procon Goiás reforça que a pesquisa antecipada de preços é essencial para evitar gastos desnecessários. O órgão recomenda ainda aproveitar descontos para compras em grandes quantidades e, se possível, organizar compras coletivas com outros pais, além de reaproveitar materiais do ano anterior, como estojos, pastas, tesouras, lápis de cor e canetas.
O órgão também lembra que, pelo Código de Defesa do Consumidor, as escolas não podem exigir materiais de uso coletivo, como papel higiênico, copos descartáveis e produtos de limpeza, pois esses custos já devem estar incluídos na mensalidade. Também é proibida a exigência de marcas, modelos ou locais específicos para a compra do material escolar.
Para quem opta pelas compras pela internet, o Procon orienta verificar se o site informa CNPJ, endereço físico e canais de atendimento, além de ficar atento aos prazos de entrega. Após a compra, é importante guardar todos os comprovantes. O consumidor também tem direito de arrependimento em até sete dias, conforme prevê o CDC.