Desempenho

Comércio de veículos em Goiás: compensa mais alugar ou financiar um carro?

Só em novembro do ano passado, Goiás foi responsável pelo financiamento de 20,6 mil veículos, entre novos e usados, segundo levantamento da Bolsa de Valores de São Paulo (B3)

Venda de carros financiados aumentaram em Goiás. Foto - Agência Brasil

A venda de veículos e motocicletas, que representa uma das atividades do comércio varejista ampliado em Goiás, aumentou 10,1% em todo Estado, quando comparados os meses de janeiro de 2024 e de 2023. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) que foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Só em novembro do ano passado, Goiás foi responsável pelo financiamento de 20,6 mil veículos, entre novos e usados, segundo levantamento da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Ao todo, o Estado teve um crescimento de 24,8% no número de financiamentos na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 3,1% em relação a outubro.

Por outro lado, com a elevação dos preços dos carros nas lojas, o público começou a procurar alternativas como os serviços de assinatura de veículos. Ou seja, uma mensalidade que já engloba despesas como revisões, manutenção, documentação e seguro, além do próprio veículo. Afinal, compensa mais financiar ou fazer a assinatura por um veículo?

Ao Mais Goiás, o economista Euripedes Júnior, afirmou que o ideal é comprar o veículo à vista, porque infelizmente os juros no financiamento são bem altos no Brasil. “Olhando do ponto de vista financeiro, você compra um carro financiado e paga praticamente por dois, e por outro lado o carro só desvaloriza. Então a matemática joga em desfavor nesse caso”, explica.

Financiado ou alugado?

Em todo país, as vendas financiadas de veículos tiveram um crescimento expressivo em fevereiro de 2024. Segundo a B3, foram 525 mil unidades, entre carros novos e usados, o que representa uma alta de 30,7% na comparação com o mesmo período de 2023.

Mas como opção, as concessionárias em Goiás já oferecem a modalidade de carro por assinatura, que em sua maioria possuem uma franquia de quilometragem a ser rodada conforme o período contratado, normalmente de 12 a 48 meses.

De acordo com o economista, entre ter o seu próprio veículo ou alugar, hoje está compensando mais ter o seu bem do que fazer a assinatura, exceto para trabalhar. “A não ser que você use muito seu carro as vezes para trabalhar, aí sim compensaria [assinatura] porque seu custo de manutenção com um carro próprio seria elevado devido a grande quantidade de km rodado no mês”, pondera Eurípedes Júnior.

Ainda segundo o economista, o melhor a se fazer é financiar um carro novo. “O melhor seria veiculo novo. O seminovo, já está desvalorizado e logo, se o banco retomar o veiculo, a chance de recuperar o valor dele é baixo (por ser de terceira mão). Os juros de seminovos são bem mais altos do que o dos novos”, explica.

Acumulado

Com o bom resultado do comércio varejista em Goiás, o estado registra o sexto mês consecutivo de alta no setor de veículos, acumulando variação de 12% em 12 meses. No segmento de autos leves, a alta foi de 25,8% ante o mesmo período do ano passado e de 6,5% comparado com outubro.

Em financiamento de veículos pesados, foi registrado crescimento de 18,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e queda de 9,9% em relação a outubro. Já o número de financiamentos de motos foi 23,8% maior do que em novembro de 2022, mas 4% menor do que em outubro de 2023.