Conta de luz vai cair agora que Equatorial conseguiu chegar a 100% das casas com rede elétrica em Goiás? Veja
Universalização da rede elétrica no Estado, por parte da Equatorial, foi anunciada em primeira mão pelo Mais Goiás em 16 de janeiro
O Mais Goiás noticiou na sexta-feira (16) que a Equatorial atingiu a universalização do abastecimento de energia no Estado. Isso quer dizer que todas as 3,5 milhões de casas incluídas no território de atuação da concessionária têm acesso ao serviço. A pergunta agora é: com a universalização, a necessidade de investimentos em expansão da rede vai ser menor e isso vai resultar em uma conta de luz mais barata para o consumidor?
A resposta é não. O gerente de Obras, Manutenção e Automação da Equatorial Goiás, Frederico Ferreira Guimarães, explica que, embora 100% das residências tenham sido alcançadas pela rede elétrica, ainda existem muitas demandas que precisam ser atendidas. “O fato de termos chegado a todos os domicilios nao significa que a necessidade de investimento foi estancada”, afirma.
“Há um anseio pela expansão da rede, que se dá primeiro com a implantação de pontos de suprimento, coordenada pelo governo federal a partir da realização de leilões; e depois pela distribuição e fornecimento. O que se vislumbra daqui pra frente é o desafio de ampliar a oferta de energia para o setor agrícola, de viabilizar novas plantas industriais, de contribuir para ampliação de parques fabris e por aí vai. Uma coisa [universalização] não leva à outra [redução na conta]”, diz o gerente.
Frederico lembra que o valor da tarifa não é definido pela Equatorial, mas sim pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). com base nos ativos e nos investimentos realizados pelas empresas. “Eles têm um preceito chamado modicidade tarifária. Busca-se estabelecer um valor de tarifa pra manter um preço justo, equilibrando o anseio do consumidor e a capacidade de atendimento. Manter a expansão, atender novas demandas e cuidar da modernização e do fornecimento de qualidade”.
O gerente afirma também que o crescimento econômico de Goiás a taxas superiores à média nacional requer que se invista na expansão da rede. “O que a gente pode dizer é que havendo o ponto de suprimento na região, a gente garante que a nossa rede estará pronta para atender a demanda no Estado. a gente trabalha para que nossa rede esteja preparada para atender, mas nem sempre isso fica na alçada da distribuidora”.
Equatorial em Goiás
A concessão que a Equatorial conseguiu em 2023 abrange 237 dos 246 municípios de Goiás. A porção que não faz parte da concessão tem os municípios de Carmo do Rio Verde, Ceres, Ipiranga de Goiás, um povoado de Jaraguá chamado Monte Castelo, Nova Glória, Rialma, Rianápolis, Santa Isabel, Uruana e São Patrício. Neles, moram 83 mil pessoas e o fornecimento é feito pela Companhia Hidrelétrica São Patrício (Chesp).
A Equatorial chegou a Goiás em 2023 depois de um período em que a população tinha pesadelos com a Enel. Desde então, afirma ter investido mais de R$ 6 bilhões na reconstrução e modernização da infraestrutura elétrica estadual. Mais de 200 mil novas unidades consumidoras passaram a ser atendidas no período.
Para sustentar esse crescimento, a Equatorial diz ter destinado cerca de R$ 1 bilhão exclusivamente ao atendimento de novas ligações. Em paralelo, ainda segundo a empresa, os investimentos em expansão, reforço e modernização da rede elétrica ultrapassaram R$ 4,2 bilhões. Foram incorporados mais de 10 mil km de novas redes ao sistema elétrico estadual.
Goiás entrou para um pequeno grupo de quatro estados que alcançaram a universalização do serviço de energia elétrica, do qual também fazem parte o Distrito Federal, São Paulo e o Rio de Janeiro.