Corpo da jovem que morreu após ser arremessada de brinquedo é velado, em Ceres
Isabella do Amaral Vieira, de 16 anos, sofreu um acidente enquanto brincava em um parque de diversões. Familiares lamentam a morte prematura da adolescente
Corpo da adolescente Isabella do Amaral Vieira, 16, que morreu na última segunda-feira (3/9) está sendo velado na manhã desta quarta-feira (5/9). A estudante foi uma das quatro adolescentes que se feriram em acidente no brinquedo Surf em um parque de diversões no domingo (26/8), em Ceres, região central de Goiás.
Segundo Roger do Amaral Vieira, irmão mais velho de Isabella, familiares e amigos da adolescente se reuniram na noite de terça-feira (4/9) em uma das salas do Memorial Pax de Ceres, em frente ao cemitério da cidade, para se despedirem da garota.
“Ela era sorridente, muito carinhosa e gentil. Era sempre alegre e tranquila. Calada e humilde. Ela ainda não sabia qual faculdade queria fazer, tinha dúvidas sobre qual profissão queria seguir”, lembrou o irmão.
O irmão de Isabella disse ao Mais Goiás que a família optou pela doação de órgãos dela por saber que a ação não só salvaria a vida de outra pessoa, mas também por ser uma forma de manter a adolescente viva.“Minha mãe decidiu doar os órgãos da minha irmã por saber que vai ter uma parte da nossa menina em outra pessoa”, disse Roger.
As homenagens a Isabella começaram durante o desfile cívico em comemoração ao aniversário de Ceres nesta terça-feira. Alunos e professores do Colégio Estadual João XXIII, onde a adolescente estudava, desfilaram em silêncio erguendo faixas com mensagens de apoio e banners com fotos da jovem para demonstrar um pouco da tristeza e da dor sentidas por terem perdido a colega.
O velório do corpo da estudante teve início na noite desta terça-feira (4/9) por volta das 21:40 e segue até o momento. O enterro está previsto para as 15h de hoje.
Acidente
O acidente aconteceu na madrugada do dia 26 de agosto, em Ceres. Testemunhas relataram ao Mais Goiás que, por volta das 2 horas, a velocidade do brinquedo Surf aumentou e a barra de segurança se soltou.”A barra caiu e as pessoas foram arremessados para alto”, disse uma moradora da cidade, que não quis se identificar.

Investigações
O delegado responsável pelo caso, Matheus Costa Melo, já ouviu diversas testemunhas, entre elas funcionários do parque e familiares das vítimas, mas ele ainda está aguardando o laudo policial. Ele solicitou também os documentos expedidos para a liberação do parque, já que existe a suspeita de que a permissão para funcionamento tenha sido forjada.
*Thaynara Cunha é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo