‘Debilitada pelo cansaço’: bombeiros mostram bióloga resgatada em parque de Goiás
Professora foi encontrada após cerca de 21 horas desaparecida no Parque Nacional das Emas. Imagens mostram estado de exaustão
O Corpo de Bombeiros divulgou imagens da bióloga Isa Lúcia de Moraes, de 52 anos, após ser resgatada no Parque Nacional das Emas, na região Sdoeste de Goiás. Nas fotos, a professora aparece visivelmente cansada após passar cerca de 21 horas perdida na mata. Ela foi encontrada por volta das 12h30 desta sexta-feira (3) e, segundo a corporação, estava bem, mas debilitada pelo cansaço.
Isa Lúcia é professora, doutora e pesquisadora de referência na área de botânica. Ela atua como curadora do Herbário José Ângelo Rizzo, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e já coordenou o Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade da Universidade Estadual de Goiás (UEG), no câmpus de Quirinópolis.
O desaparecimento ocorreu na tarde de quinta-feira (2), durante uma atividade de campo no parque. A professora catalogava plantas com duas alunas e utilizava um GPS , mas ao voltar para o carro, acabou se afastando do grupo e se perdeu na mata do Parque. As estudantes ainda tentaram localizar a professora por conta própria, mas, sem sucesso, acionaram a direção do parque, que pediu apoio dos bombeiros.

De acordo com o comandante do 16º Batalhão do Corpo de Bombeiros em Mineiros, major Lima, o chamado foi feito no início da noite. “Nós fomos acionados por volta das 18h30 e recebemos a informação de que essa professora havia se separado do grupo e estava perdida desde as 14h30”, explicou.
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As buscas começaram ainda na noite de quinta-feira e seguiram até a madrugada. Os trabalhos foram retomados no início da manhã desta sexta-feira com reforço de equipes especializadas. A operação contou com o uso de drones com câmeras térmicas, capazes de identificar calor humano em meio à vegetação, além do apoio de brigadistas e equipes com cães farejadores vindas de outras cidades.

Após horas de buscas, a professora foi localizada com vida dentro da área do parque, que fica a cerca de 725 quilômetros do Distrito Federal. Apesar do desgaste físico registrado nas imagens divulgadas, ela não apresentava ferimentos graves.