Terça-feira, 04 de Agosto de 2026
Efeito cascata

Decisão do STF sobre dados do Coaf beneficia Carlinhos Cachoeira

Ministro suspendeu processos no país em que houve compartilhamento de dados do Coaf sem autorização judicial, a pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro

Da Redação
Por - Goiânia, GO
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Toffoli adia implantação do juiz de garantias por seis meses

A decisão do ministro do STF Dias Tófolli sobre o uso de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) beneficiou Carlos de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Com base no posicionamento do ministro, a Justiça Federal suspendeu uma ação penal fruto das investigações da Operação Monte Carlo. Ele e Geovani Pereira da Silva são investigados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

A decisão de Toffoli suspendeu todos os processos no Brasil em que houve compartilhamento de dados do Coaf sem autorização judicial. O parecer atende a uma solicitação da defesa senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O parlamentar e ex-assessor dele, Fabrício Queiroz, são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa.

A decisão gerou um efeito cascata, que sustentou o pedido de liminar feita pela defesa de Geovani e Cachoeira. Além deles, os demais réus de outros seis processos ligados à Operação Monte Carlo também entraram com o mesmo pedido.

A decisão, entretanto, não é definitiva. E vale apenas até o julgamento definitivo da questão, que deve ser no dia 21 de novembro. Na ação principal, Carlinhos Cachoeira e outros sete réus foram condenados em segunda instância, com a pena de 36 anos e nove meses.

Com informações de O Popular.

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