Nenhuma hipótese é descartada

Desaparecimento da corretora Daiane completa um mês; veja o que se sabe até agora

Relação conturbada no condomínio passou a integrar as linhas de apuração

Foto da corretora
Corretora desaparece após descer ao subsolo de prédio para religar energia em Caldas Novas (Foto: Reprodução redes sociais)

O desaparecimento da corretora de imóveis de Caldas Novas, Daiane Alves Souza, 43, completa um mês neste sábado (17/1), ainda sem respostas concretas. Vista pela última vez dentro do condomínio onde morava, ela sumiu sem deixar vestígios, após descer ao subsolo para verificar causas de falta de energia no apartamento onde morava. Sem registros de saída do prédio, o caso, que recebe atenção nacional, passou integra investigações de alta complexidade e foi redistribuído à Delegacia de Homicídios. A apuração não descarta nenhuma hipótese.

Até o momento, as últimas imagens confirmadas de Daiane mostram a corretora entrando no elevador do prédio na noite de 17 de dezembro. Minutos antes de desaparecer, ela gravou vídeos relatando que o apartamento estava sem energia elétrica e afirmou que iria até as áreas comuns do condomínio para verificar o problema. As imagens indicam que ela passou pela portaria e, em seguida, retornou sozinha ao elevador, com destino ao subsolo.

A partir desse ponto, não há novos registros. As câmeras não captaram a corretora deixando o edifício, seja pela portaria ou pela garagem. Também não há indícios de que ela tenha retornado ao apartamento. O segundo vídeo iniciado por Daiane no subsolo nunca foi enviado, o que reforça a suspeita de que algo inesperado ocorreu naquele local.

Leia mais sobre o caso

Conflitos no condomínio

A Polícia Civil confirmou que o sigilo bancário da corretora foi quebrado e que não houve qualquer movimentação financeira após o desaparecimento. O telefone celular também deixou de registrar atividade, mesmo após buscas técnicas na região. Objetos pessoais, como documentos e óculos de grau, foram encontrados no apartamento, indicando que a saída tinha caráter momentâneo.

Saída voluntário e possível sequestro

Com o avanço das apurações, o caso passou a ser acompanhado pela Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), que não descarta a possibilidade de crime. Entre as hipóteses analisadas está a de que Daiane possa ter sido retirada do prédio contra a própria vontade, aproveitando falhas no sistema de monitoramento do condomínio, que passava por reformas à época.

Outro ponto considerado pelos investigadores é o histórico de conflitos envolvendo a corretora e moradores do prédio. Registros anteriores apontam desentendimentos com vizinhos, funcionários e a administração do condomínio, inclusive com relatos de ameaças e ações judiciais. A polícia avalia se essas situações têm relação direta ou indireta com o desaparecimento.

Enquanto as investigações seguem sob sigilo, familiares mantêm a busca por respostas e cobram esclarecimentos.

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